A repressão às igrejas batistas na Rússia tem se intensificado, especialmente contra aquelas que não se registram junto ao Estado. Desde 2024, tribunais têm imposto sanções civis e ações judiciais, alegando irregularidades em atividades religiosas. O Conselho de Igrejas Batistas reivindica o direito de culto sem registro, mas a vigilância e as operações policiais se tornaram frequentes.
Recentemente, a região de Krasnodar foi palco de suspensões de cultos em várias cidades. Em Timashyovsk, a proibição ocorreu em 13 de outubro, após uma inspeção durante um culto. Em Armavir, a decisão foi tomada em 30 de setembro, enquanto em Tuapse, a suspensão se deu em 22 de setembro. Promotores alegam que as comunidades batistas violaram a legislação, mas advogados contestam a legalidade dessas ações.
Crescente Vigilância e Novas Ações Judiciais
O advogado Sergey Chugunov destacou que as restrições estão se multiplicando e pediu a anulação das sanções. Em Armavir, o pastor Vladimir Popov já havia enfrentado penalidades por cultos em casa antes da decisão que encerrou as atividades da igreja. Apesar das proibições, muitas congregações continuam a se reunir, desafiando as restrições impostas.
Além disso, um projeto de lei que visa proibir cultos em residências e áreas comuns está em tramitação na Duma. O governo federal expressou ceticismo sobre a proposta, que ainda aguarda revisão. Enquanto isso, novas ações judiciais estão sendo protocoladas, incluindo um caso contra a igreja batista de Blagoveshchensk, com julgamento marcado para 13 de novembro.
A situação evidencia um cenário de crescente repressão a grupos religiosos independentes, levantando preocupações sobre a liberdade de culto na Rússia. O Conselho de Igrejas Batistas argumenta que a Constituição russa garante o direito de adoração sem registro, mas a interpretação das autoridades contraria essa visão, colocando em risco a continuidade das atividades religiosas.
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