Hermann Faulhaber chegou a Blumenau, em Santa Catarina, em 1889, para liderar a comunidade evangélica de imigrantes alemães. Ao assumir a Igreja, não se limitou aos ritos; dedicou-se à educação, buscando integração cultural por meio do ensino. O foco era oferecer ensino de qualidade diante da precariedade pública.
Na Escola Nova, Faulhaber moldou a educação de centenas de crianças, oferecendo acolhimento e pertencimento. Em 1903, publicou na Alemanha um compêndio de História do Brasil, inteiro em alemão, para que estudantes imigrantes compreendessem o país que chamavam de lar. O gesto consolidou a relação entre a escola e a comunidade.
O envolvimento do pastor também se expressou na imprensa. Em 1893, fundou o jornal Der Urwaldsbote, conectando famílias espalhadas pela região. Traduzindo para o alemão a obra Por que me ufano do meu país, de Afonso Celso, Faulhaber incentivou a identificação dos imigrantes com o Brasil.
Ao lado da esposa Marie, chegaram a Neu-Württemberg (posteriormente Panambi) em 1902, a convite de uma empresa colonizadora. Em 1903, fundaram a Deutsche Schule, com 36 alunos, reforçando educação e identidade local. Em 1908, Faulhaber passou a dirigir a colônia, unindo fé, educação e desenvolvimento.
Faulhaber faleceu em 1920, na Alemanha, mas sua marca permaneceu. Professores herdaram seu zelo pelo ensino; famílias conservaram a vida comunitária e as tradições religiosas. Assim, o 1º de dezembro permanece como referência para as igrejas evangélicas brasileiras, que destacam seu papel formador.
Entre na conversa da comunidade