Foi anunciada a temporada de confraternizações de fim de ano nas empresas. Mais de 80% dos funcionários pretendem participar em 2025, um aumento de 17% em relação a 2024, segundo levantamento da ezCater/CFO. Ainda segundo a pesquisa, 70% relatam pressão para estar presente.
O tema ganha contorno quando se considera o ambiente típico dessas festas: bebidas, comida e celebração. Fábio Hertel, empresário, teólogo e psicanalista, avalia o período como delicado para todos os profissionais, especialmente para quem busca manter padrões éticos.
Para Hertel, a participação deve ser encarada como testemunho de valores. Ele defende que o colaborador demonstre alegria e equilíbrio, sem se contaminar por conteúdos considerados inadequados. O referencial bíblico citado é Daniel, que não se deixou dominar pelos costumes do rei.
Entre as orientações práticas, está a opção de marcar presença breve em ambientes tóxicos e sair mais cedo, mantendo o contato social sem abrir mão de limites. A não ingestão de álcool é apontada como vantagem para preservar comportamento ético.
Outra alternativa, menos usual, é não participar da confraternização. Nessa situação, o profissional deve comunicar sua decisão com transparencia, sem criar impressão negativa, segundo Hertel. A ideia central é manter a boa relação e o respeito no ambiente corporativo.
Dicas de comportamento costumam enfatizar moderação, respeito às hierarquias e cuidado com conversas sensíveis. Evitar temas polêmicos, reduzir exposição em redes sociais e planejar o retorno para preservar imagem também são recomendados.
Segundo o guia de conduta, o ambiente da festa não substitui o ambiente de trabalho. O equilíbrio entre diversão e profissionalismo é visto como parte do desempenho, com foco na conduta durante o evento e nas atitudes subsequentes.
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