In Lexington, Kentucky, a igreja Cramer and Hanover Church of Christ realizou neste domingo sua despedida após 110 anos de atuação. O culto final reuniu visitantes, familiares de membros e fiéis de congregações vizinhas, que foram ao local para agradecer e se despedir.
A congregação, com média de 15 frequentadores aos domingos, enfrentou redução de membros e dificuldades financeiras que levaram à venda do prédio. Sem ministério ordenado ou anciãos, os remanescentes optaram por encerrar as atividades e dissolver a igreja.
O advogado local Earl Mullins, que ajudou na venda do imóvel, participou do culto como conselheiro e representante espiritual. Ele lembrou os ensinamentos de Jesus e a necessidade de paz mesmo diante do encerramento de uma comunidade de fé.
História e vínculos locais
A construção, erguida na década de 1930, guarda décadas de memória para a comunidade. O pastor Homer Rutherford serviu de 1932 a 1970, seguido pelo esposo de Adele Hill, Bennie Hill, que liderou a igreja por 45 anos.
Em 2020 Bennie Hill faleceu no sótão da igreja, na semana anterior ao início das restrições da pandemia. Adele Hill relembra o momento com carregado peso emocional, mas ressalta a continuidade da fé e a lembrança do legado deixado.
Desfecho e próximos passos
A decisão de vender o prédio foi tomada pela maioria dos membros, incluindo o tesoureiro Tim Smith, que presidiu a última comunhão. O grupo estuda opções de deslocamento para manter atividades religiosas sem ocupar o espaço atual.
Ainda não há definição sobre o local de encontro futuro. O Ministério Church of Christ World Wide continuará operando remotamente com apoio de outras congregações. O objetivo permanece: manter o trabalho missionário da igreja.
Continuidade do evangelho
Antes de dispersarem, Mullins ressaltou que o foco deve ser o nome de Jesus, não apenas o da igreja. A última mensagem enfatizou a continuidade do evangelho e a vida comunitária fora do prédio, com planos para encontros futuros entre os fiéis.
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