O que é a Páscoa, para quem celebra, e como ela se expressa no Brasil: a data envolve significado religioso, tradições familiares e costumes culinários. A Páscoa marca a ressurreição de Jesus Cristo para os cristãos, enquanto remete à libertação do povo hebreu no Judaísmo.
No Brasil, o período é marcado por atividades religiosas, missas, procissões e encenações da Paixão. A Semana Santa vai do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, com momentos de reflexão e fé para fiéis de diversas denominações.
A origem da palavra Páscoa remete ao hebraico Pessach, significando passagem. Em cada tradição, o sentido central é renovação, libertação e esperança, ainda que as celebrações incidam sobre costumes diferentes.
A Quaresma, de 40 dias que antecedem a Páscoa, começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. O período funciona como preparação espiritual para os cristãos, com jejum, penitência e moderação alimentar.
Durante a Quaresma, algumas práticas alimentares são comuns. Evita-se carne vermelha, especialmente às sextas-feiras e na Sexta-feira Santa, e privilegia-se jejum moderado.
São comuns também peixes, frutos, legumes, ovos e laticínios, além de grãos e cereais. A alimentação busca simplicidade e equilíbrio, em alinhamento com tradições religiosas.
Na prática regional brasileira, ovos de chocolate, bacalhau, salmão, azeite, azeitonas, vinhos e batata aparecem com frequência na Páscoa, junto a pratos regionais.
No Sul, o Paraná destaca a Paska, pão artesanal de família, enquanto o Rio Grande do Sul oferece a Cuca, doce alemão em várias camadas. Essas tradições refletem influências imigrantes locais.
No Sudeste, os ovos de chocolate dominam as mesas, com variações regionais. Em São Paulo, a bacalhoada é comum; no Espírito Santo, a moqueca capixaba ganha espaço; no Rio de Janeiro, a canjica de milho branco aparece entre as sobremesas.
A canjica branca sem temperos também figura nas tradições afro-brasileiras, associada a rituais de cultos de matriz africana. O sincretismo religioso reforça a ligação entre fé e práticas culinárias.
No Centro-Oeste, a sopa paraguaia, as chipas e peixes de água doce aparecem na ceia. O pacu assado, preparado na folha de bananeira, é outra opção regional apreciada durante a celebração.
Na região Norte, a Páscoa ganha toque amazônico com tambaqui e pirarucu, acompanhados de tucupi e jambu. Comunidades indígenas também incorporam rituais próprios à celebração.
No Nordeste, o quibebe, arroz de coco e feijão de coco aparecem com frequência. A moqueca de peixe, com azeite de dendê, também integra mesas pascais, especialmente na Bahia, pelas tradições locais.
Harmonização de vinhos é comum na Páscoa, especialmente com pratos de peixe e sobremesas. Técnicos indicam vinhos acidulados que equilibram a gordura, como espumantes dry.
Informações de reportagem destacam a diversidade regional e a presença de elementos culturais que acompanham a celebração. Fontes citadas incluem a CNN e colaboradores que acompanharam festas e receitas locais.
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