O Círio de Nazaré é uma das maiores procissões do planeta. A celebração tem como marco inicial a descoberta de uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, feita em 1700 por Plácido às margens de um igarapé. A organização da primeira caminhada formal aconteceu em 1793. Desde então, o evento ganhou reconhecimento internacional como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.
A logística envolve trabalho contínuo ao longo do ano. Após cada edição, a Diretoria da Festa de Nazaré realiza balanços sobre segurança, saúde e mobilidade. Mais de 20 mil voluntários atuam nos bastidores para acolher peregrinos, com serviços que vão de alimentação a atendimentos de saúde e ao lava-pés tradicional para os que percorrem longas distâncias.
A corda, símbolo central do cortejo, puxa a berlinda com a imagem da santa. Por ser o ponto de maior contato entre fiéis e a berlinda, a área recebe planejamento de isolamento e monitoramento de segurança para evitar incidentes ao longo dos 3,6 quilômetros do trajeto, que pode durar até cinco horas.
Custos da participação
A maior parte da programação é gratuita, como romarias e missas ao ar livre. Ingressos são vendidos para arquibancadas instaladas em pontos estratégicos, como a Avenida Presidente Vargas. Em edições recentes, os preços variaram entre R$ 130 e R$ 230, conforme setor e dia do evento.
Impacto econômico
O Círio representa um impulso relevante para a economia de Belém e do Pará. Em 2025, o turismo religioso gerou cerca de R$ 210 milhões na capital, com impacto acima de R$ 1,2 bilhão no estado. Aproximadamente 100 mil turistas visitaram a região, estimulando hotelaria, alimentação, transportes, comércio e artesanato.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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