A Caminhada de Ogum ocupará ruas de Paulista nos dias 23 e 26 de abril. Promovida pelo Ilê Asé Omo Ogundê, a programação celebra Ogum, orixá guerreiro, com feijoada, roda de diálogo, cortejo e samba. O objetivo é levar a força do terreiro às vias públicas e afirmar o direito de existir.
A iniciativa reúne ações de memória, cultura e resistência. Ao longo dos dias, haverá roda de diálogo sobre racismo religioso, distribuição gratuita de feijoada e cortejo com Balé de Ogum, Afoxé Oxalá Adê N’La, Maracatu Oyá Inã e Maracatu Encanto do Pina. O público encerra no terreiro com samba em homenagem ao orixá.
A programação é idealizada pelo Bàbálorixá Hypolito de Ogum, junto ao Bàbákekerê Dácio de Oxalá Tàlàbí. A Caminhada homenageia Ogum como patrono do terreiro e reforça ações de combate à violência contra povos de terreiro, diante de episódios de intolerância religiosa.
Nesta quinta-feira (23), Dia de sincretismo entre Ogum e São Jorge, o evento começa às 12h com a feijoada gratuita. Às 18h, ocorre a roda de diálogo Racismo Religioso: Reconhecer, Nomear, Denunciar, com especialistas locais. O debate aborda canais de denúncia, proteção jurídica e enfrentamento ao racismo.
No domingo (26), a cidade se transforma em trajeto religioso. A concentração ocorre às 14h30 na Praça do Casarão, com saída prevista às 15h. O cortejo segue até o Ilê Asé Omo Ogundê, reunindo comunidades de terreiro, grupos culturais e público em geral.
Ao longo do percurso, tambores marcam a presença de Ogum. Balé de Ogum, Afoxé Oxalá Adê N’La e Maracatu Oyá Inã conduzem as batidas do cortejo, com chegada no terreiro para a celebração Samba pra Ogum. A programação de noite inclui apresentações de Mari’s do Samba, Layde do Banjo e participação de Karynna Spinelli.
A iniciativa tem incentivo do Governo de Pernambuco, via Secretaria de Cultura e Funcultura, com apoio da Prefeitura de Paulista. O foco é combater o racismo religioso e valorizar expressões culturais afro-brasileiras, promovendo visibilidade e fortalecimento comunitário.
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