A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, reconheceram ontem o vínculo especial entre o papa Francisco e o Brasil, um ano após a sua morte. A homenagem ocorreu durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também escreveu nas redes sociais, dizendo sentir saudades do “querido amigo”.
A CNBB divulgou uma nota oficial destacando que o legado do pontificado simples e acolhedor de Francisco permanece vivo entre a Igreja brasileira. O texto ressalta que ele ensinou a reconhecer Cristo nos pobres, migrantes, doentes e pessoas que sofrem, e que suas palavras e gestos continuam a iluminar o caminho da igreja.
A passagem de Francisco pelo Brasil em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, foi lembrada como um marco. O pontífice convidou os jovens a ter fé, coragem e esperança, mensagens que marcaram aquele momento. No Rio, dom Orani celebrou uma missa solene exibindo a cruz original da JMJ como símbolo da ligação entre o Papa e o Brasil.
Contexto histórico
Lula também utilizou o X, a rede social, para registrar a homenagem. Ele afirmou que o Papa Francisco deixa saudades e que sua mensagem de paz e de esperança segue atual e ecoa no coração da humanidade. Francisco liderou a Igreja Católica por mais de 12 anos, com foco em temas de marginalização, meio ambiente e combate às desigualdades.
O brasileiro faleceu em 21 de abril de 2025, dia após a Páscoa, aos 88 anos, em decorrência de parada cardíocirculatória relacionada a um AVC. A morte gerou diversos tributos internacionais e lembrou o alcance de seu pontificado na Igreja e em movimentos sociais ao redor do mundo.
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