Fiéis se reuniram no centro do Rio de Janeiro para celebrar o dia de São Jorge, feriado na cidade desde 2008. A concentração ocorreu na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Campo de Santana, com início ainda na madrugada.
Ao redor da Biblioteca Parque Estadual, o público acompanhou a alvorada às 5h e a missa solene celebrada pelo padre Wagner Toledo. A cerimônia marca a presença histórica do santo na religiosidade local.
São Jorge é visto como protetor e símbolo de coragem, especialmente entre comunidades católicas e de religiões de matriz africana. A celebração reúne devotos de diferentes tradições religiosas.
Sincretismo e devoção
A cantora Azula Cristina Pereira destacou o significado cultural do evento, que dialoga com as tradições afro-brasileiras. Ela afirma que São Jorge é cultuado junto com Ogum, mantendo o foco na luta cotidiana.
A pedagoga Gaby Makena comentou a preparação para o dia, que inclui oração, organização de roupas vermelhas e participação na missa, buscando renovação de esperança.
A ex-ministra Anielle Franco esteve presente e relembrou a irmã Marielle Franco, ressaltando o significado emocional da cerimônia e o compromisso com a memória da líder. Ela enfatizou a luta contra intolerância religiosa.
Outras mobilizações
Além do centro, milhares de fiéis também participaram de cerimônias em Quintino, na zona norte, onde a alvorada tradicional atrai peregrinos ao longo do dia.
A programação para a data prevê missas em horários diversos, com fiéis passando pela região para pedir bênçãos, cumprir promessas e acompanhar as celebrações.
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