A África se tornou o novo epicentro do crescimento do cristianismo, segundo o relatório Status of Global Christianity 2026. A região já soma cerca de 780 milhões de fiéis, enquanto a Ásia passa dos 415 milhões. O avanço ocorre com taxas anuais de 2,6% na África e 1,27% na Ásia, as mais altas do mundo.
Cruzadas evangelísticas no continente reforçam esse movimento. Em abril, 400 mil pessoas participaram da Campanha Jesus que Cura, realizada na República Democrática do Congo, segundo observadores do setor.
Essa expansão impulsiona mudanças globais na distribuição de fiéis. A tendência aponta para o Sul Global como eixo central, com projeção de que, até 2075, mais de 80% da população dessa região seja cristã.
Mudança de geografia do cristianismo
Pesquisadores indicam ainda que a República Democrática do Congo pode ultrapassar os Estados Unidos no número de cristãos, tornando-se o país com maior contingente de fiéis.
Na Europa, a base de cristãos é estimada em 553 milhões, mas há queda anual de 0,41%. A América do Norte registra aproximadamente 275 milhões, com retração anual de 0,16%.
No Oriente Médio, berço do cristianismo, a presença cristã diminui continuamente, representando hoje cerca de 4,2% da população, queda em relação a 6,1% em 1970. A projeção aponta para retração de 0,07% ao ano.
Panorama global
Os dados indicam que o cristianismo não desaparece, mas se transforma geograficamente. O Sul Global, particularmente África e Ásia, ganha protagonismo, com novas comunidades, lideranças e expressões de fé emergentes.
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