Esther, cristã perseguida pelo Boko Haram, retornou à Nigéria para apoiar comunidades afetadas e incentivar a fé diante das dificuldades. Ela é natural de Gwoza, em Borno, e cresceu em meio à atuação da igreja na família e na comunidade.
A família de Esther vivia da agricultura e da participação ativa na igreja local, com ela no coral e como secretária da congregação. Os ataques surgiram como boatos, mas rapidamente transformaram-se em perigo real, quando moradores cristãos da cidade foram mortos.
O pai de Esther foi testemunha fatal do conflito, e o sogro acabou assassinado ao cuidar dos animais da família. O grupo fugiu antes do amanhecer, deixando para trás familiares e bens.
Fuga e sobrevivência
A fuga levou-os a uma região montanhosa, onde permaneceram por cerca de duas semanas numa caverna. Os atacantes lançaram gás lacrimogêneo no local; os moradores evitavam tossir para não alertar os invasores.
O grupo atravessou a fronteira para os Camarões, enfrentando condições precárias, incluindo noites sem abrigo adequado e higiene deficiente. A jornada exigiu resiliência para seguir em frente.
Retorno, fé e reconstrução
Depois de cerca de um ano, Esther voltou à Nigéria para se reunir com familiares. Ela vive no país há 13 anos, e a família recebeu apoio de parceiros da Global Christian Relief para recomeçar.
Com apoio institucional, Esther realizou estudos e completou uma licenciatura em educação. Hoje atua como professora em uma escola na comunidade do campo de deslocados onde reside.
Impacto e legado
Apesar das dificuldades iniciais, Esther encontra paz e usa seu testemunho para encorajar outras pessoas, incluindo crianças da escola local. Ela destaca a importância de manter a fé mesmo em situações extremas e de permanecer firme na Palavra de Deus.
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