O texto aborda dilemas da inteligência artificial sob a ótica católica. A expectativa envolve Magnífica humanitas, encíclica do papa Leão XIV, datada de 15 de maio, aniversário da Rerum novarum, marco da Doutrina Social. A análise parte da ideia de que IA provoca uma revolução similar à causada pela era industrial.
O livro Encontro com a Inteligência Artificial reúne reflexões éticas e antropológicas sobre IA, produzido pelo Grupo de Pesquisa em IA do Centro de Cultura Digital. Ainda que não cite Leão XIV diretamente, orienta-se pela ética das virtudes e pela cultura do encontro.
A obra está dividida em teoria e prática. A parte teórica questiona o que é pessoa, consciência e inteligência, ao discutir se IA realmente cria ou apenas imita. A discussão encara IA como possível objeto de idolatria e relação com o sagrado.
Na prática, o livro analisa oito esferas de impacto: família, educação, saúde, direito e política, uso militar, trabalho, comunicação e meio ambiente. Revela também o consumo de energia e recursos naturais para funcionamento das IA e efeitos na criatividade humana.
As recomendações éticas seguem a linha da Doutrina Social da Igreja. Focado na solidariedade e na centralidade dos relacionamentos, o guia propõe cultivar virtudes off-line. O objetivo é orientar usuários, desenvolvedores, governantes e trabalhadores.
Nupes lança IA sobre ciência e religião
A coluna comenta o lançamento do Sócrates, chatbot de saúde e espiritualidade criado pelo Nupes/UFJF. Ele aborda ciência, fé, história da relação entre ciência e religião, criação e evolução, além de temas sobre o universo. O Sócrates busca respostas com respaldo acadêmico.
O artigo descreve testes do Sócrates, que forneceu referências; respondeu com rigor a perguntas gerais e desafiadoras; e sugeriu ampliar o diálogo com novas perguntas. Caso haja falhas, o Nupes pode receber feedback para aprimoramento.
Perda da noção de verdade é fatal para a ciência e para a fé, diz o papa
O papa Leão XIV destacou, em audiência com a Fundação do Observatório Vaticano, a ciência e a religião não serem inimigas. Seu discurso enfatizou a fé como motor da pesquisa e a astronomia como caminho para o maravilhamento diante de Deus.
O pontífice alertou sobre a negação da verdade objetiva, apontando que a relativização impede ciência e religião de avançarem. Sublinhou que verdades acessíveis pela razão sustentam tanto a fé quanto o método científico.
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