A Papa Leo XIV apresenta a encíclica Magnifica Humanitas, que discute a salvação da pessoa humana na era da inteligência artificial. O documento, assinado no dia 15, é divulgado publicamente hoje e responde aos impactos tecnológicos sobre a dignidade, a justiça e a fraternidade. A obra convoca a construção de mecanismos que protejam empregos e assegurem o desenvolvimento tecnológico sem sacrificar a dignidade humana.
A encíclica surge como reação aos avanços da IA, sem condenar a inovação, mas cobrando responsabilidade ética. O Papa propõe limites e diretrizes para evitar abusos, inclusive na área bélica, enfatizando compromissos que resguardem a vida e a humanidade. O texto retoma a doutrina social da Igreja para orientar o diálogo com as tecnologias emergentes.
A elaboração contou com interlocuções com especialistas e empreendedores da IA, entre eles o cientista canadense Christopher Olah, um dos fundadores da Anthropic. Além disso, o documento dialoga com referências clássicas da filosofia cristã, como a Cidade de Deus de Santo Agostinho, para fundamentar a relação entre mundo terrestre e valores transcendentais.
Segundo o reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, a encíclica reforça parâmetros para discutir as transformações tecnológicas. A publicação destaca a necessidade de a Igreja falar sobre realidades terrenas, mantendo a doutrina social como eixo de pensamento equilibrado frente a extremos ideológicos.
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