O Papa Leão XIV lançou a primeira encíclica de seu pontificado, Magnifica humanitas, sobre o tema da inteligência artificial. O anúncio ocorreu no 382º dia de governo, em 25 de maio, no Vaticano, com foco na proteção da dignidade humana diante da IA e do risco de desumanização.
A encíclica alerta que a IA pode ampliar desigualdades e consolidar o poder de quem controla dados e recursos. O documento também reconhece falhas históricas da Igreja na condenação da escravidão, pedindo perdão pela demora nessa condenação.
Magnifica humanitas tem 130 páginas e marca um contraste com a encíclica Rerum novarum de 1891. O Papa afirma que a dignidade humana não é neutra e defende a desarmar a IA, evitando a lógica da competição armada econômica e cognitiva.
Visão sobre IA e ética
Especialistas em IA participaram do lançamento no Vaticano, incluindo nomes ligados ao setor privado. O texto enfatiza que cada decisão no desenvolvimento tecnológico expressa uma visão sobre a humanidade e que o paradigma tecnocrático pode normalizar uma visão anti-humana.
Paulo Fernando Carneiro de Andrade, teólogo da PUC-RJ, havia comentado ao Correio que a encíclica trata a IA com equilíbrio. Ele disse que a obra aponta riscos e benefícios, destacando a desigualdade que pode surgir quando o desenvolvimento fica concentrado em grandes grupos.
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