O Papa Leão XIV afirmou, em sua primeira encíclica, que a inteligência artificial exige salvaguardas e uso voltado ao bem comum, preservando a humanidade. O pontífice, nascido nos EUA, defende que a tecnologia permaneça humana e sob supervisão responsável.
A encíclica Magnifica Humanitas, publicada nesta segunda-feira no Vaticano, ressalta a necessidade de marcos legais robustos, supervisão independente e usuários bem informados. Ela critica a atuação desregulada da IA e apresenta a ideia de desarmar a tecnologia para evitar dominação e exclusão.
O documento chega em meio a medidas do governo americano envolvendo IA, e ao encontro com representantes da Anthropic, empresa de IA. O objetivo é discutir caminhos para direcionar o desenvolvimento tecnológico a interesses públicos, sociais e morais.
Contexto e desdobramentos
Representantes da Anthropic estiveram no Vaticano, conforme a publicação, para discutir os debates sobre regulação e ética da IA. O encontro contou com participação de líderes religiosos, sociedade civil e academia. A encíclica enfatiza a participação de múltiplos atores na definição de limites.
Entre as atribuições da igreja, está estimular a reflexão sobre impactos da IA na dignidade humana e na proteção de dados. O texto sugere que governos não renunciem a responsabilidades na formulação de políticas públicas para acompanhar a evolução tecnológica.
Entre na conversa da comunidade