O Papa Leão XIV lançou a encíclica Magnifica Humanitas, publicada em 25 de maio, na qual propõe o conceito de jejum de IA. A medida não critica a tecnologia em si, mas alerta para promessas de superar limites humanos por meio da inteligência artificial. O objetivo é promover convivência pacífica com as novas capacidades.
A encíclica descreve o jejum de IA como parte de uma aliança entre governos, empresas, escolas e famílias. Segundo o documento, a liberdade não está em transcender limites, mas em aprender a lidar com eles de forma responsável.
O texto aponta que a hiperestimulação digital pode prejudicar sono, atenção e regulação emocional. Também destaca riscos de dependência, exposição a conteúdos inadequados e aproximação de crianças à pornografia e ao assédio nas redes.
Para enfrentar esses problemas, o pontífice orienta que escolas promovam higiene da atenção, com momentos de silêncio, leitura e debate, indo além da simples velocidade do mundo digital. A ideia é construir vínculos de confiança.
Leão XIV pede que governos estabeleçam diretrizes de idade, responsabilizem prestadores de serviços e protejam menores de dependência, violência e exploração na internet. A encíclica também recomenda auditorias independentes para plataformas.
As plataformas digitais devem cooperar com autoridades e sociedade, segundo o texto, para evitar que sistemas de comunicação, pagamentos e perfis se tornem ferramentas de recrutamento ou controle de vítimas de tráfico e novas formas de escravatura.
O pontífice define dados de populações inteiras como novas terras raras, utilizadas pelas big techs sem transparência. O documento defende que povos decidem como seus dados serão usados, sob o risco de ampliar o colonialismo digital.
Em síntese, o jejum de IA não se resume a desligar telas. A encíclica convoca a subordinação da tecnologia ao bem comum, retomando controle sobre atenção, dados e dignidade humana, para que a tecnologia sirva à vida, não o contrário.
Entre na conversa da comunidade