O Corpus Christi volta a colorir as ruas do Centro de Matão (SP) na quinta-feira (4). A celebração espera receber mais de 50 mil visitantes, reunindo missas, apresentações culturais, shows musicais e a tradicional procissão. Os tapetes ficam na área próxima à Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, ao longo de 12 quarteirões.
A confecção dos tapetes começa por volta das 3h, com centenas de voluntários envolvidos. Ao todo, 1.200 metros de vias são decorados com dolomita colorida, além de outras técnicas artísticas. A programação inclui a última missa às 15h, seguida da procissão de fé.
Origem e significado
A tradição de enfeitar as ruas para a passagem da procissão chegou a Matão em 1948, trazida por famílias da região e pelo padre local. Inicialmente, os tapetes eram feitos com flores e materiais próximos, como mangueira, bico-de-papagaio e primavera.
Materiais e arte
No fim dos anos 1950, o vidro moído passou a ser o principal material, por dar brilho e maior resistência ao vento. Em 2007, o vidro foi substituído pela dolomita, enquanto a areia também é usada para efeitos de cor. Os artistas criam painéis que retratam cenas bíblicas e símbolos da Eucaristia.
Participação e impacto
Além dos moradores, artistas contribuem com desenhos mais elaborados. Os primeiros trabalhos eram geométricos; desde 1958, quadros passaram a ganhar destaque com a colaboração de artistas locais. A celebração é vista como patrimônio cultural que une religião, arte e participação popular.
Contexto atual
A comemoração deste ano tem o tema Eucaristia: a morada de Deus entre nós. A expectativa de público e a tradição mantêm a cidade mobilizada, com apoio da prefeitura e da comunidade católica para a realização do evento.
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