No próximo dia 26, a Igreja celebra a festa de São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei. Em São Paulo, haverá missa em honra ao santo no sábado 27, às 10h, na Catedral da Sé. A celebração destaca a visão de Escrivá sobre a santidade no cotidiano.
O religioso nasceu no século XX e ficou conhecido pela expressão trabalho como caminho de santificação. Sua homilia Amaria o mundo apaixonadamente defendia unir vida espiritual e atividades diárias, sem separação entre fé e trabalho.
A mensagem central é clara: não existem compartimentos distintos na vida do cristão. A santidade se manifesta nas ações cotidianas, na rua, no escritório, na escola, no hospital e na redação. A fé se vive na prática diária.
São Josemaría defendia transformar a rotina em caminho de serviço aos outros. O trabalho deixa de ser mera obrigação e passa a ser expressão de fé e virtude. A vida comum é espaço de encontro com Deus.
Durante a visita ao Brasil, em 1974, Escrivá visitou milhares de pessoas em São Paulo, no Anhembi. Em tom emocionado, elogiou o Brasil e descreveu a nação como uma mãe aberta e acolhedora, destacando o potencial de seu povo.
O santo reconheceu desafios sociais do país, como pobreza e carência de educação. Afirmou que a fé autêntica exige compromisso com a realidade, não fuga. A mensagem enfatiza responsabilidade social e solidariedade.
O espírito de Escrivá permanece atual. Ele dizia que a vocação cristã envolve transformar a prosa do dia a dia em poesia heróica. A ideia valoriza profissões, setores e atividades diversas como caminhos de santificação.
Em tempos de polarização, sua visão propõe convivência respeitosa entre diferentes posições, sem renunciar à verdade. Afirmava que liberdade sem verdade gera confusão, e verdade sem caridade vira orgulho.
Cinco décadas após sua morte, a figura de Escrivá ganha relevância contínua. O apelo é por fidelidade, coerência e amor nas pequenas ações, mantendo a fé atuante na vida cotidiana.
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