O Papa Leão XIV encerrou a visita à Espanha com a inauguração e bênção da Torre de Jesus Cristo, em Barcelona, coincidindo com o centenário da morte de Antoni Gaudí. A atuação marca o sonho do arquiteto, considerado o “arquiteto de Deus”.
A cerimônia ocorreu após a missa e abre caminho para a torre central da basílica, coroada por uma cruz branca. A obra deve receber visitantes a partir de 2028, consolidando o conjunto como referência da cidade.
O Papa esteve em Barcelona de 6 a 9 de junho e seguiu para Tenerife e Las Palmas, nas Ilhas Canárias, para abordar a situação de migrantes na rota atlântica. A passagem pelo arquiteto Gaudí reforça a ligação entre fé e história local.
Ao falar no altar da basílica, Leão XIV ressaltou a Sagrada Família como guia espiritual da Catalunha, destacando a cruz como símbolo de esperança para o retorno do Noivo. Ele pediu unidade e harmonia para a Espanha.
O pontífice enfatizou que a cidade de Barcelona e a Catalunha se unem em torno da basílica, que aponta para Deus Pai através de Jesus Cristo. A construção é apresentada como sinal visível da fé no cotidiano.
Antes da Eucaristia, o Papa desceu à cripta para orar no túmulo de Gaudí, reconhecido como venerável pelo Papa Francisco em 2025. A visita elevou o legado do arquiteto ao plano dos santos.
A cerimônia foi marcante pela raridade de Gaudí ter seu túmulo visitado por um Papa. A basílica começou a nascer com a pedra fundamental em 1882, ao lado de Gaudí, que lá permaneceu até sua morte.
A atuação papal reforça o sentido de que a beleza não é mero adorno, mas expressão da fé. A Torre de Jesus Cristo é apresentada como parte central da experiência espiritual da Sagrada Família.
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