A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) inaugurou seu 1º templo na Dinamarca em maio de 2026, ampliando sua presença para 151 países. A rede de templos brasileiros supera o número de embaixadas do Brasil no exterior, que soma 132 postos diplomáticos.
A comparação entre a lista de países com ao menos um templo Universal e as embaixadas do Brasil revela 19 nações onde a igreja atua, mas não há representação diplomática brasileira. Entre elas estão Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta e Moldávia (Europa); Burundi, Gâmbia, Lesoto, Malawi, Serra Leoa, Eswatini e Uganda (África); Quirguistão, Macau e Taiwan (Ásia); Curaçao, Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa (regiões ultramarinas).
Crescimento e estratégias
Na América Latina e no Caribe, a expansão acompanha fluxos migratórios brasileiros e ações em comunidades locais, conforme o sociólogo Ari Pedro Oro, da UFRGS. O pesquisador aponta que a Universal mantém influência política por meio da mídia e de projetos sociais, o que amplia a inserção em territórios onde atua.
Ari Oro destaca que a igreja se adapta ao contexto de cada país, o que explica seu crescimento global. A hierarquia rígida da instituição facilita a abertura de novos templos sem depender apenas de processos diplomáticos, diferentemente das embaixadas, que exigem aprovação estatal, orçamento e acordos.
Segundo o antropólogo, a organização interna da Universal, com normas claras de cima para baixo, contribui para a rápida expansão. Ele afirma que esse modelo permite estabelecer templos com menor entrave administrativo em diversos locais.
Esta reportagem cita as informações de fontes abertas sobre a expansão global da igreja, bem como avaliações de especialistas sobre impactos sociais e políticos. Dados mencionados incluem números de templos, países e relação com embaixadas públicas.
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