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Lágrima de sangue em estátua intriga autoridades da Igreja

Lágrima de sangue em estátua de Padre Pio mobiliza investigação diocesana, sob normas vaticanas, com avaliação de autenticidade e impacto na fé local

Estátua de São Padre Pio aparentemente apresentou uma lágrima de sangue escorrendo pelo rosto (Foto: Reprodução/https://www.youtube.com/@rai)
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A paróquia Santa Maria delle Grazie, em Casalba, Itália, está no centro de atenções após uma estátua de São Padre Pio apresentar uma lágrima de cor avermelhada escorrendo do rosto. O fenômeno teria sido observado pela primeira vez em abril, quando um paroquiano percebeu o traço parecido com sangue no olho esquerdo do santo.

O padre Girolamo Capuano, pároco local, verificou a estátua e tentou removê-la para exame, sem obter sucesso. A peça, feita de fibra de vidro e instalada na entrada da igreja há cerca de duas décadas, foi retirada para apurar a origem da mancha.

O sacerdote explicou, em entrevista ao programa Mattino Cinque, que prefere cautela e destacou que o assunto deve ser compartilhado com prudência. Ele ressaltou que sinais como esse podem inspirar fiéis, desde que haja verificação adequada.

Investigação e procedimentos

Capuano afirmou que não houve intervenção humana detectável nas imagens de segurança, que registram a estátua há mais de 10 anos. Ele revisou as gravações de 1º a 30 de abril e afirmou ter observado a lágrima no dia 18, reforçando sua convicção de que o fenômeno é autêntico.

O paróquia também observou que a lágrima percorre um trajeto preciso, o que motivou questionamentos sobre a origem. O religioso afirmou que, independentemente do resultado, a fé não deve ser abalada.

Envolvimento da hierarquia e normas vaticanas

A investigação segue normas vaticanas de discernimento sobre fenômenos sobrenaturais, com o bispo da Diocese de Capua, Pietro Lagnese, responsável pela averiguação preliminar. Ao final, as informações são remetidas ao Dicastério para a Doutrina da Fé.

Conforme as diretrizes, o bispo deve coordenar o processo com a conferência episcopal local e, após análise, encaminhar o material ao dicastério. Enquanto o Vaticano não se pronuncia, o prelado permanece sem declarações públicas sobre a autenticidade.

A história já havia remetido a ocorrências anteriores na mesma cidade, como o suposto choro de uma imagem da Virgem Maria em 2015, investigação que apontou infiltração de água da chuva como causa. As normas de procedimento continuam em vigor para este caso.

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