- O pai, psicólogo, ensinou a lidar com a morte ao longo da vida, mantendo uma lista de formas de morrer que não queriam enfrentar.
- Desde a infância, ele convivia com a morte: ajudava em funerais, via animais morrerem e tirava fotos de caixões para lembrar.
- O tema da morte era discutido com frequência, destacando a imprevisibilidade da vida e como eventos menores podem mudar tudo.
- Em 2019, o pai morreu em um acidente de carro durante uma madrugada de inverno no Meio-Oeste dos EUA, mostrando como segundos podem alterar tudo.
- A experiência moldou a modo da narradora viver com mais propósito, valorizando celebrações familiares, apoiar amigos e reconhecer a morte enquanto presente.
Amanda Sloat, professora de prática em relações internacionais na IE University, em Madrid, apresenta em formato de ensaio uma memória sobre o pai e a mortalidade. O texto narra como ele, psicólogo, incentivou a enfrentar a morte desde a infância.
O artigo descreve a origem dele em uma fazenda de Indiana, a maneira com que lidava com corpos e funerais, e como isso moldou a jeito de viver da filha. A dupla explorou, ao longo dos anos, situações que envolviam mortes incomuns e acidentes, registrando tudo em uma lista compartilhada.
Em 2019, o pai foi vítima de um acidente de carro em Michigan, na segunda-feira de início de primavera. O choque ocorreu após uma forte nevasca, em estradas cobertas de gelo. A família descreve o impacto da perda no cotidiano, incluindo o luto e a reflexão sobre a fragilidade da vida.
O texto narra ainda que, mesmo após a tragédia, a filha manteve hábitos herdados, como fotografar funerais e cestas de lembranças. A autora comenta que a experiência reforçou a importância de valorizar celebrações familiares e reconhecer o significado da vida enquanto é possível.
Ao relembrar os momentos, Amanda ressalta que o aprendizado transmitido pelo pai continua influenciando suas ações. O ensaio enfatiza a ideia de que reconhecer a mortalidade pode conferir propósito às escolhas diárias, como participar de eventos familiares e valorizar elogios enquanto há tempo.
- Amanda Sloat é professora de prática em relações internacionais na IE University, em Madrid, Espanha
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