A participação em rituais de penitência em Atlixco, no México, caiu drasticamente, com apenas 35 pessoas participando este ano, em comparação com mais de 100 no ano anterior. Esses rituais, que ocorrem na Sexta-feira Santa, incluem homens caminhando com correntes pesadas e cactos espetados no corpo como forma de expiação. Essa queda na participação reflete uma diminuição na fé católica no país, onde a porcentagem de católicos caiu de mais de 90% em 1990 para 78% em 2020. Moradores e organizadores acreditam que os jovens estão perdendo a fé e que o esforço físico exigido pelos rituais é alto. Apesar da redução, os que ainda participam consideram o ritual uma maneira importante de pagar pelos seus pecados, mas a diminuição levanta preocupações sobre o futuro dessa tradição em Atlixco.
Participação em rituais de penitência cai em Atlixco, México
Atlixco, no México, registrou uma queda significativa na participação em tradicionais rituais de penitência realizados na Sexta-feira Santa. Apenas 35 pessoas participaram este ano, em comparação com mais de 100 no passado. A tradição envolve homens caminhando pelas ruas com correntes de 32 quilos e cactos espetados no corpo, como forma de expiação pelos pecados.
A diminuição no número de participantes coincide com um declínio geral no número de católicos no México. Segundo o censo de 2020, a porcentagem de mexicanos que se identificam como católicos caiu de mais de 90% em 1990 para 78%. Moradores e organizadores atribuem essa mudança à perda de fé entre os jovens.
Vicente Valbuena, empresário de 68 anos, comentou que os jovens estão perdendo a fé. Ele também reconheceu que o esforço físico exigido pela prática é considerável. A tradição, que remonta a muitos anos, é vista por alguns como uma forma de demonstrar devoção religiosa.
Apesar da diminuição, os fiéis que ainda participam afirmam que o ritual é uma forma importante de pagar pelos seus pecados. A prática, embora intensa, continua a atrair a atenção de moradores e visitantes durante a Semana Santa. A queda na participação levanta questões sobre o futuro da tradição em Atlixco.
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