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Shiitas buscam proteger santuário de Sayyida Zeinab em meio a tensões pós-Assad

Tensão sectária e insegurança marcam a nova fase do santuário de Sayyida Zeinab, após a queda de Assad na Síria.

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O santuário de Sayyida Zeinab, na Síria, é um lugar muito importante para os muçulmanos xiitas e ganhou destaque durante a guerra civil, quando se tornou um símbolo de proteção contra extremistas sunitas. Com a queda do governo de Bashar Assad, a comunidade xiita enfrenta um novo cenário político, com preocupações sobre segurança e tensões sectárias. O número de peregrinos estrangeiros ao santuário diminuiu, afetando a economia local. Após a queda de Assad, líderes xiitas estão se organizando para proteger o santuário, que é visto como um símbolo de resistência e fé. Embora o local tenha sido alvo de ataques no passado, a nova administração busca garantir a segurança da área. Recentemente, um símbolo sectário foi removido do santuário para evitar conflitos. Apesar do medo e da incerteza, muitos xiitas afirmam que não vão deixar a Síria, pois consideram o país como seu lar.

O santuário de Sayyida Zeinab, na Síria, enfrenta um novo cenário após a queda do governo de Bashar Assad. O local, que é um importante centro de devoção para muçulmanos xiitas, tornou-se um símbolo de proteção durante a guerra civil, especialmente contra extremistas sunitas. Com a mudança política, a comunidade xiita agora lida com preocupações sobre segurança e tensões sectárias.

Desde a queda de Assad em dezembro, a presença de peregrinos estrangeiros no santuário diminuiu. Hussein al-Khatib, líder da comunidade xiita, destacou a importância do santuário, afirmando que ele carrega um simbolismo profundo para os xiitas em todo o mundo. Al-Khatib e outros membros da comunidade se mobilizaram para proteger o local, enquanto novas forças de segurança fazem a vigilância externa.

O santuário, que abriga o túmulo da neta do Profeta Muhammad, é um ponto de referência para muitos peregrinos, especialmente do Irã, Iraque e Líbano. No entanto, a diminuição do turismo religioso representa um impacto econômico significativo para os comerciantes locais. O local já foi alvo de ataques, incluindo uma tentativa de atentado do grupo Estado Islâmico, que foi frustrada pelas autoridades.

Tensão Sectária

Após a queda de Assad, surgiram novas tensões sectárias. Um estandarte que flutuava no santuário foi removido para evitar conflitos. Sheikh Adham al-Khatib, representante da vertente Twelver do xiismo, afirmou que a decisão foi tomada para manter a paz na região. Ele ressaltou que não desejam incitar conflitos entre muçulmanos.

Recentemente, líderes xiitas se reuniram com o presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, para discutir preocupações sobre a segurança da comunidade. Al-Khatib mencionou que muitos xiitas são vistos como responsáveis pela prolongação do regime de Assad, o que alimenta ressentimentos. Ele acredita que a situação é mais política do que religiosa.

Medo e Esperança

A insegurança persiste entre os xiitas, com relatos de medo e violência. Kamla Mohamed, uma visitante do santuário, expressou suas preocupações sobre a segurança de sua família após a queda de Assad. Outros, como Zaher Hamza, afirmam que estão determinados a permanecer em sua terra natal, apesar das dificuldades.

O diretor do santuário, Jaaffar Kassem, relatou que rumores e desinformação podem aumentar a tensão. Ele recebeu mensagens sobre um suposto incêndio no local, o que gerou preocupação entre os fiéis. Apesar dos desafios, muitos continuam a orar por um futuro pacífico e harmonioso na Síria.

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