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Censo revela crescimento de religiões afro-brasileiras e queda do espiritismo

Censo de 2022 revela crescimento de religiões afro-brasileiras, com interiorização e aumento de adeptos, desafiando a intolerância religiosa.

O Censo de 2022 revelou um aumento significativo no número de adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, que triplicaram, alcançando 1% da população. Em contrapartida, o percentual de espíritas caiu de 2,2% para 1,8%. Esses dados marcam o maior índice registrado desde o início da série histórica em 1980. O Rio Grande do […]

O Censo de 2022 revelou um aumento significativo no número de adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, que triplicaram, alcançando 1% da população. Em contrapartida, o percentual de espíritas caiu de 2,2% para 1,8%. Esses dados marcam o maior índice registrado desde o início da série histórica em 1980.

O Rio Grande do Sul destaca-se como o estado com a maior proporção de praticantes, com 3,2% da população se identificando com essas tradições. A interiorização das religiões afro-brasileiras também é notável, com a redução de cidades sem adeptos, que caiu de quase 4 mil em 2010 para 1,8 mil em 2022.

O babalaô Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, atribui o crescimento das religiões afro-brasileiras a um maior orgulho em assumir suas crenças. Ele observa que muitos que antes se identificavam como espíritas agora se declaram adeptos de umbanda ou candomblé, refletindo uma mudança cultural impulsionada por movimentos antirracistas.

Em Viamão, município gaúcho, 9,3% da população se identifica com religiões de matriz africana. Pai Roberto de Bara, líder religioso local, destaca a importância do reconhecimento das práticas ancestrais como parte do patrimônio cultural. Ele menciona que a luta contra a intolerância religiosa continua sendo uma prioridade.

O Censo também aponta que a maioria dos adeptos de religiões afro-brasileiras se autodeclara branca (42,7%), seguida por pardos (33,1%). Essa diversidade é um reflexo da complexidade cultural do Brasil, onde as tradições afro-brasileiras estão se consolidando e ganhando visibilidade.

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