O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.811, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. As informações são da Reuters. Os tremores ocorreram em 24 de junho e deixaram ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados no país. Os abalos atingiram a região próxima […]
O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.811, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. As informações são da Reuters.
Os tremores ocorreram em 24 de junho e deixaram ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados no país.
Os abalos atingiram a região próxima à capital Caracas, com epicentro cerca de 160 quilômetros a oeste da cidade. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), um tremor de magnitude 7,2 foi seguido, menos de sessenta segundos depois, por um segundo de magnitude 7,5. A área faz parte de uma região de intensa atividade sísmica, no ponto de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.
Fundos bloqueados
A presidente interina Delcy Rodriguez voltou a pedir o fim das sanções internacionais contra o país para auxiliar na reconstrução. Em pronunciamento no canal estatal VTV, ela afirmou que a Venezuela mantém bens financeiros retidos em diversas partes do mundo, e que a liberação desses recursos poderia sustentar tanto a reconstrução quanto programas de emprego e educação.
Nas últimas duas décadas, Estados Unidos, União Europeia e outros países endureceram progressivamente as sanções contra a Venezuela. As medidas foram justificadas por supostas práticas antidemocráticas do governo venezuelano e pela alegação de que o país funcionaria como base para o tráfico de drogas.
Grande parte dessas medidas continua em vigor. Mas depois que os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro no início deste ano, Washington abriu uma exceção específica para beneficiar o setor petrolífero do país.
Após os terremotos, o governo americano liberou por um período de quatro meses operações financeiras direcionadas à ajuda humanitária que normalmente estariam vetadas pelo regime de sanções.
Delcy Rodriguez disse ter enviado uma carta ao rei Charles solicitando a liberação do ouro venezuelano depositado no Banco da Inglaterra. Ela afirmou também ter conversado com a direção do Fundo Monetário Internacional sobre a liberação de recursos.
A instituição britânica mantém sob custódia aproximadamente 31 toneladas do metal pertencentes à Venezuela e vem negando os pedidos de devolução. O impasse é alvo de uma disputa judicial de longa duração na Justiça britânica.
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