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Homens atraem atenção nas redes sociais ao tocar atabaque em rituais religiosos

Homens tocando atabaque no TikTok atraem elogios, mas também levantam questões sobre a fetichização e a representação do sagrado nas religiões.

As redes sociais, especialmente o TikTok, têm se tornado um espaço importante para a expressão de religiões como a Umbanda e o Candomblé, que enfrentam preconceitos. Com mais de 90 milhões de brasileiros na plataforma, essas tradições ganham visibilidade por meio de vídeos de homens tocando atabaque. Esses vídeos, frequentemente protagonizados por homens considerados atraentes, […]

As redes sociais, especialmente o TikTok, têm se tornado um espaço importante para a expressão de religiões como a Umbanda e o Candomblé, que enfrentam preconceitos. Com mais de 90 milhões de brasileiros na plataforma, essas tradições ganham visibilidade por meio de vídeos de homens tocando atabaque.

Esses vídeos, frequentemente protagonizados por homens considerados atraentes, têm gerado elogios e comentários focados em suas aparências. O numerólogo Jonathan Modesto explica que esses conteúdos costumam ser gravados durante as giras, onde os ogãs, responsáveis pelo tambor, demonstram seus toques. “Na maioria das casas, geralmente só homens podem tocar, mas há terreiros onde mulheres também têm essa permissão”, afirma.

Representação e Fetichização

Modesto destaca que a Umbanda é uma religião brasileira que combina cristianismo, tradições africanas e indígenas, enquanto o Candomblé é originado de povos africanos escravizados. O tambor é um elemento central em ambas as práticas, servindo como meio de conexão com orixás e entidades. “A energia do atabaque deve ser alimentada para evocar as energias importantes”, acrescenta.

Embora esses vídeos despertem interesse e curiosidade sobre as religiões, também levantam questões sobre a fetichização dos ogãs. Modesto alerta que a linha entre representatividade e fetichização é sutil. “Quando o foco está apenas na aparência, corre-se o risco de reduzir o ogã a um símbolo de desejo, em vez de reconhecê-lo como um agente sagrado”, conclui.

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