- O pastor Huang Yizi foi preso na província de Zhejiang, na China, sob acusações de “operações comerciais ilegais”.
- A detenção ocorreu em 26 de junho, junto com outros membros de sua igreja, em um contexto de repressão crescente do Partido Comunista Chinês a atividades religiosas não registradas.
- O grupo Christian Solidarity Worldwide informou que os detidos foram colocados sob detenção administrativa no dia seguinte.
- Enquanto dois membros foram liberados sob fiança, Huang e outros dois permanecem presos. Um sexto membro foi detido em 17 de julho e também continua sob custódia.
- Huang já havia sido preso anteriormente por protestar contra a demolição de cruzes de igrejas e por acusações de “colocar em risco a segurança nacional”.
As autoridades chinesas prenderam o pastor Huang Yizi sob acusações de “operações comerciais ilegais”. A detenção ocorreu após uma série de prisões de membros de sua igreja, em meio à crescente repressão do Partido Comunista Chinês às atividades religiosas não registradas. Huang e outros quatro integrantes foram detidos em 26 de junho na província de Zhejiang.
O grupo Christian Solidarity Worldwide, com sede no Reino Unido, informou que os detidos foram colocados sob detenção administrativa no dia seguinte. Enquanto dois membros foram liberados sob fiança, Huang e outros dois permanecem presos. Um sexto membro foi detido em 17 de julho e também continua sob custódia. As acusações específicas contra os outros detidos não foram divulgadas.
Contexto da Repressão
Huang já havia enfrentado problemas com a lei anteriormente. Em 2014, ele foi preso por protestar contra a demolição de cruzes de igrejas e, em 2015, detido novamente sob a acusação de “colocar em risco a segurança nacional”. O Grupo de Advogados de Direitos Humanos da China criticou o uso de acusações vagas, como as de operações comerciais ilegais, para silenciar líderes religiosos.
Recentemente, novas regras foram implementadas, restringindo a atuação de missionários estrangeiros na China. As regulamentações proíbem a fundação de organizações religiosas sem autorização e exigem que clérigos estrangeiros tenham suas mensagens pré-aprovadas pelas autoridades.
Casos Similares
Em um caso relacionado, nove cristãos na Mongólia Interior foram condenados por revender Bíblias legalmente publicadas. As sentenças variaram de um a quase cinco anos de prisão, com multas que chegaram a 1 milhão de yuans (aproximadamente US$ 137.000). As acusações contra eles foram semelhantes às enfrentadas por Huang.
A repressão à liberdade religiosa na China continua a ser um tema preocupante, com muitos líderes religiosos enfrentando detenção e acusações sem fundamento.
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