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Comportamento submisso compromete a qualidade dos relacionamentos pessoais

Meg Josephson apresenta no novo livro estratégias para superar a necessidade de agradar e viver de forma autêntica e satisfatória

Agradar as pessoas a todo custo pode minar sua autoestima e prejudicar suas relações pessoais (Foto: Freepik)
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  • Meg Josephson, psicoterapeuta de São Francisco, apresenta o conceito de “fawning” em seu livro “Are You Mad at Me? How to Stop Focusing on What Others Think and Start Living for You”.
  • “Fawning” é uma resposta ao estresse que leva as pessoas a agradarem excessivamente os outros, comum em ambientes familiares instáveis.
  • A insegurança social pode ser desencadeada por pequenos sinais, como a pontuação em mensagens de texto.
  • Josephson sugere que para superar essa necessidade, as pessoas devem desafiar suas percepções e praticar comunicação clara e honesta.
  • A terapeuta recomenda estabelecer limites em situações de baixo risco e expressar sentimentos genuínos para fortalecer relacionamentos autênticos.

Meg Josephson, psicoterapeuta de São Francisco, apresenta em seu novo livro, “Are You Mad at Me? How to Stop Focusing on What Others Think and Start Living for You”, o conceito de “fawning”, uma resposta ao estresse que leva as pessoas a agradarem excessivamente os outros. Essa estratégia, reconhecida como uma forma de lidar com traumas, é uma reação comum em indivíduos que cresceram em ambientes instáveis.

Josephson relata que muitos de seus pacientes, assim como ela mesma, experimentam uma insegurança social que os faz acreditar que estão sendo mal vistos ou odiados. Essa sensação é frequentemente desencadeada por pequenos sinais, como a pontuação em mensagens de texto. A psicoterapeuta destaca que essa resposta pode ser uma forma de proteção, desenvolvida na infância, mas que se torna prejudicial quando se transforma em um padrão de comportamento.

O Impacto do “Fawning”

A especialista explica que o “fawning” é uma resposta que se junta às reações de luta, fuga e paralisação, sendo uma maneira de evitar conflitos. Embora a pesquisa sobre o tema ainda esteja em desenvolvimento, Josephson e outros profissionais reconhecem sua relevância, especialmente em contextos de violência interpessoal. A professora Nora Brier, da Universidade da Pensilvânia, ressalta que mais estudos são necessários para entender completamente essa dinâmica.

Josephson sugere que, para superar a necessidade de agradar, as pessoas devem desafiar suas percepções. Perguntas como “Essa história que estou contando a mim mesmo é absolutamente verdadeira?” podem ajudar a reavaliar situações. A terapeuta também recomenda praticar a comunicação clara e honesta, evitando a leitura de intenções ocultas.

Estratégias para Superar a Necessidade de Agradar

Para aqueles que lutam contra o impulso de agradar, Josephson propõe começar a estabelecer limites em situações de baixo risco. Isso inclui ser honesto sobre sentimentos e evitar frases que não refletem a verdade. Por exemplo, ao invés de dizer “sem problema” quando algo realmente é um problema, a pessoa deve expressar seus sentimentos genuinamente.

A prática de ser mais direto nas interações pode ser desconfortável, mas é essencial para fortalecer relacionamentos autênticos. Josephson enfatiza que não está sob nosso controle fazer os outros felizes, mas podemos decidir como gastar nosso tempo e energia. Ao reconhecer e desafiar o “fawning”, é possível viver de forma mais autêntica e satisfatória.

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