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Blake é celebrado em nova obra que destaca sua visão poética e legado artístico

Philip Hoare revela como a experiência do mar moldou a arte de William Blake em nova obra, conectando-o a outros grandes pensadores e artistas

Aqui estão monstros: Behemoth e Leviathan de William Blake (1805-10), das Ilustrações para o Livro de Jó (Foto: Morgan Library & Museum)
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  • Philip Hoare lançou o livro “William Blake and the Sea Monsters of Love”, que analisa a influência do mar na obra de William Blake durante sua estadia em Felpham, na Inglaterra, entre 1800 e 1803.
  • A obra destaca como a experiência à beira-mar impactou a visão de Blake sobre liberdade e espiritualidade.
  • Hoare descreve a chegada de Blake e sua esposa, Catherine, à vila como um choque para os moradores locais, já que eles nunca haviam visto o oceano.
  • O autor traça paralelos entre Blake e outros artistas, como Gerard Manley Hopkins e Herman Melville, apresentando-os como figuras que desafiam normas.
  • O livro, com 304 páginas e ilustrações coloridas, foi publicado em 10 de abril pela Fourth Estate e está disponível por £22.

Philip Hoare lança William Blake and the Sea Monsters of Love, uma obra que explora a influência do mar na produção artística de William Blake durante sua estadia em Felpham, na Inglaterra, entre 1800 e 1803. O livro revela como a experiência à beira-mar impactou a visão de Blake sobre a liberdade e a espiritualidade.

Em sua análise, Hoare descreve a chegada de Blake e sua esposa, Catherine, à pequena vila como um choque para os moradores locais. Os dois, vindos de Londres, nunca haviam visto o oceano e, segundo Hoare, essa nova realidade influenciou profundamente a obra do poeta. Em seu poema Milton, Blake retrata a luta entre a razão e o espírito, refletindo a liberdade que encontrou na costa.

Blake descreveu os três anos em Felpham como um “sono nas margens do oceano”, mas estava, na verdade, muito consciente de sua criatividade. Ele escreveu: “Meus olhos mais e mais / Como um mar sem margem / Continuam se expandindo”. Hoare, que também é um entusiasta do mar, conecta essa visão à ideia de que a arte permite um retorno ao que foi perdido.

Conexões Artísticas

O livro de Hoare não se limita a Blake. Ele traça paralelos com outros artistas e pensadores, como Gerard Manley Hopkins e Herman Melville, apresentando-os como “monstros marinhos” que desafiam as normas. A obra é descrita como uma jornada por um mundo onde as regras são feitas para serem quebradas.

Hoare também menciona sua admiração por Nancy Cunard, uma figura que poderia ter sido desenhada por Blake, com sua aparência etérea e rebelde. O autor se aprofunda em detalhes sobre a vida desses personagens, criando um panorama rico e multifacetado.

William Blake and the Sea Monsters of Love é uma leitura envolvente que convida o leitor a mergulhar em um universo de criatividade e reflexão. Com 304 páginas e ilustrações coloridas, o livro foi publicado em 10 de abril pela Fourth Estate e está disponível por £22.

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