- O primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli, renunciou em 9 de setembro após protestos violentos.
- As manifestações, que começaram em Katmandu, resultaram em 19 mortes e mais de 80 feridos.
- A insatisfação popular foi impulsionada pela corrupção no governo e pela proibição de 26 redes sociais, incluindo Facebook e Instagram.
- O governo impôs toque de recolher e mobilizou o exército para conter os protestos.
- A comunidade cristã, já perseguida no país, expressou preocupação com a escalada da violência e possíveis ataques a templos.
O primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli, renunciou ao cargo em 9 de setembro após uma onda de protestos violentos que resultaram em 19 mortes. As manifestações, que começaram em Katmandu, foram impulsionadas pela insatisfação popular com a corrupção governamental e a recente proibição de 26 redes sociais, incluindo Facebook e Instagram.
Os protestos, liderados principalmente pela Geração Z, se intensificaram após a decisão do governo de bloquear as plataformas digitais, alegando a necessidade de registro junto ao Ministério das Comunicações. A medida, considerada um ataque à liberdade de expressão, gerou indignação e confrontos com a polícia, que resultaram em cinco mortes e mais de 80 feridos. O governo impôs um toque de recolher e mobilizou o exército para conter a situação.
Contexto da Crise
A insatisfação popular no Nepal já era crescente devido à corrupção e à repressão das liberdades digitais. A proibição das redes sociais foi vista como uma tentativa de silenciar a oposição e controlar a narrativa pública. Kumar, um parceiro local da Portas Abertas, descreveu a cena caótica nas ruas: “Havia manifestantes por todos os lados, gritando palavras de ordem contra o governo”.
A instabilidade política também afeta a comunidade cristã, que já enfrenta altos níveis de perseguição. O Nepal é classificado como o 54º país mais perigoso para a prática do cristianismo, com convertidos do hinduísmo enfrentando pressão social e legal. A legislação anticonversão de 2017 agrava a situação, tornando os cristãos alvos de hostilidade.
Apelo por Paz
Diante da crise, um cristão local fez um apelo por orações, pedindo que a população clame por paz e sabedoria para o governo. A situação continua a evoluir, com a população exigindo mudanças e um futuro mais seguro. A comunidade cristã, em particular, está preocupada com a escalada da violência e a possibilidade de novos ataques a templos e fiéis.
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