- A exposição “Fatumbi” no Museu de Arte da Bahia apresenta fotografias de Pierre Verger, fotógrafo francês que documentou a cultura afro-brasileira e as religiões de matriz africana.
- A mostra faz parte da temporada França no Brasil e destaca a jornada espiritual de Verger, que recebeu o título de babalaô e passou a ser conhecido como Fatumbi, que significa “nascido de novo graças ao Ifá”.
- As fotografias foram tiradas em locais como Recife e Salvador, capturando o cotidiano e a fé nas religiões afro-brasileiras.
- O curador Alex Baradel ressalta que Verger focava em cenas do dia a dia, evitando temas sensacionalistas.
- A exposição, que também inclui obras de Emo de Medeiros, está aberta até 30 de novembro, com entrada gratuita.
A exposição “Fatumbi” no Museu de Arte da Bahia (MAB) destaca a obra do fotógrafo francês Pierre Verger, reconhecido por sua documentação da cultura afro-brasileira e das religiões de matriz africana. A mostra, que faz parte da temporada França no Brasil, apresenta imagens que refletem sua jornada espiritual e seu impacto cultural.
Verger, que recebeu o título de babalaô após ser iniciado no culto da divinação no Benin, passou a ser conhecido como Fatumbi, que significa “nascido de novo graças ao Ifá”. Essa transformação é um dos temas centrais da exposição. O público pode apreciar fotografias tiradas em locais como Recife e Salvador, onde Verger capturou a essência do cotidiano, a fé nas religiões afro-brasileiras e a vivacidade do Carnaval.
O curador Alex Baradel destaca que Verger era um fotógrafo do povo, focando em cenas do dia a dia e evitando temas que dominavam as manchetes. Entre as imagens marcantes, uma mostra homens arrastando uma corda durante a pesca em Itapuã, transmitindo a intensidade do trabalho. Outra foto retrata a festa do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, com uma composição equilibrada que revela a riqueza cultural da Bahia.
A Influência de Verger
Verger não se limitou à fotografia; sua pesquisa sobre o candomblé e os orixás resultou em cerca de dois mil negativos e em publicações significativas, como “Dieux d’Afrique” e “Fluxo e Refluxo”. Estas obras se tornaram referências essenciais para o entendimento da conexão cultural entre a Bahia e a África.
A exposição também inclui obras do artista Emo de Medeiros, que utiliza inteligência artificial para criar imagens que simbolizam a trajetória de renascimento de Verger. Uma de suas obras retrata um navio afundando, evocando rituais de transição e libertação.
“Fatumbi” está em cartaz até 30 de novembro, com entrada gratuita, oferecendo uma oportunidade única para explorar a rica herança cultural afro-brasileira através da lente de um dos seus mais importantes retratistas.
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