- A Polícia Federal intimou o teólogo Caio Modesto para depor presencialmente em apuração que cita suspeitas de homofobia e racismo relacionadas a um vídeo sobre casamento bíblico.
- No vídeo, Caio afirma que o matrimônio bíblico é somente entre um homem e uma mulher e que a fala é expressão de convicção religiosa, baseada na fé cristã histórica.
- Ele disse que a declaração não incentiva violência nem nega a dignidade humana, e citou Romanos 1 para fundamentar o entendimento teológico.
- Após tornar o caso público, recebeu apoio de cristãos em oração e criticou a pressão nas redes sociais contra manifestações religiosas.
- O advogado Benoni Mendes afirmou que líderes religiosos podem ser alvo de investigações por explicarem a fé e que o inquérito pode ter desdobramentos jurídicos relevantes.
A Polícia Federal intimou o teólogo Caio Modesto para depor presencialmente em uma apuração que envolve suspeitas de homofobia e racismo associadas a um vídeo no qual ele comenta doutrinas sobre casamento. A ação ocorreu após informações públicas sobre o caso.
Caio afirmou que a intimação partiu de uma denúncia relacionada a uma fala realizada em contexto religioso e teológico. Segundo ele, o conteúdo expressa uma convicção baseada na fé cristã histórica e no ensino bíblico, sem intenção de ataque ou discriminação.
No vídeo, o teólogo sustentou que o matrimônio bíblico é definido como a união entre um homem e uma mulher. Ele disse que a declaração reflete uma compreensão doutrinária dentro da tradição cristã, amparada pela liberdade religiosa e pela liberdade de expressão.
Caio disse não haver incentivo à violência, à exclusão social ou à negação da dignidade humana em sua fala. Ele afirmou que a visão apresentada se dirige a uma interpretação de textos sagrados, não a um discurso de ódio.
Como embasamento teológico, ele citou Romanos 1 e explicou que, em sua leitura, a rejeição de certas escolhas seria consequência de afastamento da verdade revelada, não uma redefinição do que Deus instituiu. O argumento, segundo ele, se situa no âmbito religioso.
Após tornar o caso público, Caio relatou receber apoio de fiéis que se mobilizaram em oração. Em mensagem, ele agradeceu as orações e destacou que as manifestações o deixaram mais tranquilo. Ele mencionou a ideia de comunhão entre os membros da comunidade.
O teólogo criticou o que considera pressão contra manifestações religiosas nas redes sociais, afirmando que expressar a fé hoje gera grande escrutínio e crítica, às vezes tratando o conteúdo como crime.
O advogado Benoni Mendes comentou o episódio, dizendo que líderes religiosos podem ser alvo de investigações por explicarem sua fé. Ele defendeu o direito de um líder religioso apresentar aos fiéis o conteúdo dos textos sagrados em que acredita.
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