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Papa critica interesses poderosos por trás da busca por recursos em Angola

Papa Leão XIV denuncia interesses poderosos na exploração de recursos de Angola, chamando-a de escravidão imposta pela elite

Papa Leão XIV — Foto: Remo Casilli/Reuters
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  • O papa Leão XIV, em Angola, condenou a exploração de recursos naturais por interesses poderosos, acusando déspotas e tiranos que prometem riqueza mas causam sofrimento.
  • Em Luanda, destacou que a elite impõe uma “escravidão” apesar da grande riqueza, e pediu que angolanos trabalhem por uma sociedade livre dessas práticas.
  • Angola é mencionada como país rico em petróleo e diamantes e foi o terceiro destino da viagem do papa pela região.
  • O pontífice afirmou, a jornalistas, que não tinha interesse em debater com o presidente americano Donald Trump, buscando esclarecer que não houve animosidade direcionada a ele.
  • Ressaltou que a lógica do extrativismo provoca sofrimento, mortes e desastres sociais e ambientais.

Em Angola, o papa Leão XIV condenou a exploração de recursos naturais no continente, apontando como responsável pela violência e pela pobreza os chamados déspotas e tiranos que prometem riqueza sem cumprir.

O pontífice destacou que os Angolanos devem construir uma sociedade livre da escravidão imposta pela elite, ainda que haja abundância de riquezas. O apelo ocorreu em Luanda, durante evento com a presença do presidente João Lourenço e de outras autoridades.

Angola figura como o terceiro país visitado pelo líder religioso em uma tournée por quatro nações da região, centrada em temas de justiça social e desenvolvimento sustentável.

Antes de chegar ao país, vindo dos Camarões, Leão XIV tentou esclarecer recentes divergências com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que não havia intenção de entrar em disputa com o mandatário norte-americano.

Na capital angolana, o papa criticou que interesses poderosos se apossem dos recursos do país, especialmente petróleo, diamantes e minerais críticos, citando a possibilidade de apropriação de terras pela iniciativa privada estrangeira.

Ele enfatizou os impactos do modelo extrativista, lembrando sofrimento, mortes e consequências ambientais que acompanham esse padrão de exploração. A fala ocorreu na presença de autoridades locais que acompanharam o discurso.

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