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Encontro com terapeuta existencial Emmy van Deurzen pode mudar sua forma de pensar

Terapeuta existencial Emmy van Deurzen, pioneira no Reino Unido, lança Beginning to Live, defendendo sentido, coragem e liberdade diante da crise mental

‘It’s about working with life, rather than just with the psyche’ … Van Deurzen.
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  • Emmy van Deurzen é terapeuta existencial que se difundiu no Reino Unido, após se mudar em mil novecentos e setenta e sete, influenciada por RD Laing.
  • Ela fundou o Arbours, primeiro centro de terapia existencial no país, buscando ajudar pessoas em crise a dar sentido ao que acontece com elas.
  • Em seu novo livro, Beginning to Live, ela apresenta uma visão prática da terapia existencial e a busca por significado, coragem e liberdade diante do sofrimento.
  • A terapeuta sustenta que a depressão pode ser entendida como forma de opressão e destaca a importância de conversar sobre a dor concreta das pessoas, sem julgamentos.
  • Ela defende que a sociedade precisa trazer de volta a sabedoria e uma abordagem filosófica para a vida, com foco em como viver melhor e em comunidades que avancem rumo a um futuro sustentável.

Emmy van Deurzen, terapeuta existencial, mudou-se para o Reino Unido em 1977, influenciada por RD Laing. Chegou a Londres para trabalhar na Arbours Association, comunidade terapêutica fundada com base em ideias anti-psiquiatria.

A Arbours promovia um espaço para explorar a “loucura” e vivia de forma colaborativa entre pacientes, médicos e terapeutas. Logo percebeu que o método precisava de mais suporte para crises de saúde mental.

Ao lado de um colega, fundou o primeiro centro de terapia existencial no Arbours. A abordagem foca viver a vida de forma mais consciente, não apenas trabalhar com a psique.

A profissional se tornou uma figura influente no campo no Reino Unido. Muitos terapeutas existenciais no país passaram por suas escolas, e suas obras são referência no tema.

A história da terapia existencial ganha contornos internacionais desde os anos 2000. Em 2015, Van Deurzen organizou o primeiro congresso internacional da área, em Londres.

A origem intelectual do movimento remete a Binswanger e Boss, na Suíça, que buscaram aplicar Heidegger ao tratamento de doenças mentais. Van Deurzen amplia esse legado, conectando tradições antigas.

No seu novo livro, Beginning to Live, ela aproxima filosofia de um público amplo, simplificando ideias complexas para uso cotidiano. A obra reúne pensadores como Sartre, Kierkegaard e Beauvoir.

Van Deurzen ressalta a busca por significado, coragem e liberdade diante do sofrimento. Cita Viktor Frankl e Rumi para ilustrar a ideia de escolha de atitude diante das circunstâncias.

Durante a entrevista, a terapeuta descreve a prática de se encontrar com o paciente no ponto de maior dor. O objetivo é abrir espaço para compreensão e evitar o papel de vítima.

Ela não prescreve posição sobre medicação; afirma que a terapia existencial pode interagir com fármacos, especialmente quando a cognição é afetada. O foco é a clareza de sentido.

Em sua prática, a depressão é vista como uma forma de opressão. A terapia busca libertar o paciente, reconhecendo causas externas e internas da dor.

A autora relata que a experiência clínica serve também para orientar pacientes sobre a relação entre sofrimento e escolhas de vida. O objetivo é um rumo mais consciente.

Recentemente, a experiência clínica de Van Deurzen levou-a a oferecer sessões de terapia existencial, demonstrando a aplicação prática de seus princípios em tempo real.

A partir de sua visão, a psicoterapia contemporânea deve evitar diagnóstico excessivo e manter o foco na autonomia e na responsabilidade do indivíduo.

Ela defende que a cultura atual precisa resgatar a combinação de sabedoria, ética e convivência. A terapeuta vê a prática como modo de construir uma civilização com futuro.

A NHS England aponta alta prevalência de condições psiquiátricas entre adultos e uso de medicamentos. Van Deurzen sugere menos foco no rótulo e mais na compreensão humana.

A profissional percebe que a filosofia perdeu espaço público, mas defende o retorno de discussões profundas sobre vida, significado e convivência em sociedades modernas.

Sem abrir mão do ceticismo, ela aponta que a terapia existencial pode oferecer ferramentas para lidar com incertezas e vulnerabilidades do cotidiano.

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