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Entenda a imagem do Deus único nos textos do Corão

O Corão enfatiza a unicidade de Allah, sem parceira nem filho, em diálogo com as tradições judaico-cristãs

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  • Segundo a tradição, o Corão foi revelado a Maomé entre 610 e 632 d.C., em Meca e Medina, e hoje é organizado em 114 suras.
  • Allah é apresentado como Deus único, sem companhia nem filho, sem Trindade.
  • Jesus é reconhecido como o “filho de Maria” apenas pela vontade de Allah, não divino; houve tentativa de crucificação, mas Deus o salvou.
  • O Corão utiliza relatos do Antigo e do Novo Testamento para reforçar a unicidade de Deus e apresenta profetas como Abraão, Moisés e Davi.
  • A fé islâmica traz misericórdia de Allah, mas também juiz severo, com Juízo Final e recompensas no Paraíso ou punições no Inferno; critérios incluem solidariedade social e defesa da fé.

O texto analisa como o Corão apresenta a imagem de Deus, destacando a ideia central da unicidade de Allah. Segundo a tradição islâmica, os 114 capítulos teriam sido revelados ao profeta Maomé entre 610 e 632 d.C., em Meca e Medina.

O material ressalta que o Corão critica o judaísmo e o cristianismo quanto à crença em parceiras ou filhos de Deus. Allah é apresentado como ser sem parceiros e sem filhos, afastado de qualquer forma de Trindade.

A análise observa que o Islã congrega narrativas bíblicas, de Adão a Jesus, para sustentar a ideia de um Deus único. Jesus aparece como o “filho de Maria”, concebido pelo poder divino, mas não divinizado.

Além disso, o texto descreve a atuação de profetas ao longo da história humana, com mensagens que seriam esquecidas ou distorcidas com o tempo. Allah surge como misericordioso, porém juiz que pune ou recompensa com base na fé e na conduta.

A matéria destaca que a leitura corânica enfatiza a relação entre misericórdia e justiça, além da responsabilidade social. A solidariedade a órfãos, viúvas e pobres é exemplificada como critério moral, assim como a defesa da fé frente a ameaças externas.

Por fim, a reportagem aponta que o artigo encerra sinalizando o foco na diferença entre sunitas e xiitas, prometendo explorar esse tema na próxima reportagem da série. Até lá, o debate sobre a evolução da doutrina islâmica permanece em aberto.

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