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Santa Sé em silêncio durante Bienal de Veneza que aborda santa medieval

Santa Sé na Bienal de Veneza transforma a mística de Hildegarda de Bingen em experiência imersiva de escuta e silêncio contemplativo

“A Visionária Hildegarda de Bingen com a Chama acima da Cabeça”, de 2026, é uma das obras de Alexander Kluge no Complexo de Santa Maria Ausiliatrice (Foto: Divulgação)
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  • O pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza, curado por Hans Ulrich Obrist, propõe uma experiência de escuta inspirada em Hildegarda de Bingen, com o título L’orecchio è l’occhio dell’anima.
  • Hildegarda, canonizada em dois mil e doze pelo papa Bento XVI, é a referência teológica e intelectual que orienta o espaço, que mistura ciência, fé e cura.
  • O layout inclui um passeio sonoro no Jardim Místico dos Carmelitas Descalços, onde o visitante usa fone e acompanha obras de vinte e quatro artistas convidados.
  • Entre os artistas estão Brian Eno, Patti Smith, Suzanne Ciani, Meredith Monk, Jim Jarmusch e FKA Twigs, com o objetivo de explorar escuta contemplativa e silêncio.
  • O conjunto de gravações pode ganhar edição em vinil e o projeto fica em exibição até vinte e dois de novembro, com a Santa Sé participando da mostra veneziana desde dois mil e treze.

A Santa Sé traz para a Bienal de Veneza uma leitura da espiritualidade medieval que se faz experiência imersiva. O pavilhão, curado por Hans Ulrich Obrist, apresenta o projeto L’orecchio è l’occhio dell’anima e convida o público a ouvir para contemplar. A mostra surge no Jardim Místico dos Carmelitas Descalços, em Veneza, com uma abordagem que cruza fé, ciência e arte.

Hildegarda de Bingen, canonizada em 2012 pelo papa Bento XVI, guia a leitura central. Sua visão sobre plantas medicinais, corpo humano e misticismo embasa a proposta, que transforma silêncio e escuta em método de experiência. Obrist descreve a relação entre tradição e contemporaneidade como eixo do espaço.

A curadoria envolveu também o Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, dirigido por José Tolentino de Mendonça. O convite, segundo Obrist, reuniu infância, memória e projeto museal, resultando no padiglione veneziano. A intervenção busca aproximar a Igreja do debate cultural atual sem abrir mão da reflexão estética.

Do lado de fora, barulho

A mostra mantém o foco na escuta contemplativa. Visitantes colocam fones de ouvido e percorrem as instalações sem a pressa típica de deslocamentos turísticos. O conjunto apresenta 24 artistas convidados, entre eles Brian Eno, Patti Smith, Suzanne Ciani, Meredith Monk, Jim Jarmusch e FKA Twigs.

A organização adianta que as obras, produzidas para o espaço, podem ganhar edição em vinil, ampliando o alcance do projeto após o término da exposição, previsto para 22 de novembro. O objetivo é manter vivo o diálogo entre os elementos sensoriais da mostra.

A segunda linha expositiva fica no Complexo de Santa Maria Ausiliatrice, oferecendo outro conjunto de trabalhos da Santa Sé na Bienal. A combinação de espaço externo e interno permite diferentes vias de leitura sobre escuta e silêncio.

A presença do Vaticano na Bienal de Veneza desde 2013 busca aproximar a Igreja do debate cultural contemporâneo. O projeto, segundo a organização, integra arte, espiritualidade e tecnologia como formas de debate público sem enfrentar de forma direta questões políticas.

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