- Aos 90 anos, minha avó lidera o culto na Deerfield Retirement Community, em Urbandale, Iowa, tocando piano antes da celebração de domingo.
- Desde que se mudou para o local, há oito anos, ela é a principal acompanhadora musical dos serviços da comunidade, incluindo quatro missas na Páscoa e um serviço ecumênico do ano passado.
- A reportagem traça seu histórico: ex-senadora estadual de Iowa por dez anos, seis deles como presidente, e ex-embaixadora dos Estados Unidos para o Caribe Oriental (2003–2006).
- Hoje, com mobilidade reduzida, ela continua ativa na música e na condução de cultos, lembrando que a civilidade e as relações importam mais do que a política.
- Em casa, a avó também tem uma vida de família e memória: o marido faleceu em 2018, e, em uma das celebrações, escolheu “Jesus Loves Me” para encerrar o culto, enfatizando o significado da música para a comunidade.
O que aconteceu ocorreu neste domingo de manhã, em uma sala de uso múltiplo com janelas, cadeiras e um piano grand. A pianista titular é Mary, de 90 anos, moradora da Deerfield Retirement Community, em Urbandale, Iowa. Ela faz o prelúdio antes das missas e cultos, como parte das celebrações da igreja local.
Desde que se mudou para a comunidade, oito anos atrás, Mary tornou-se a acompanhante principal das liturgias. Durante a Páscoa, ela acompanhou quatro cerimônias, incluindo a missa católica. No verão passado, conduziu e ensinou um serviço ecumênico, entrelaçando hinos com relatos e reflexões sobre fé.
Mary é amplamente conhecida por seu papel político anterior. Foi senadora estadual por Iowa por uma década, com seis mandatos como presidente do Senado, e atuou como embaixadora dos EUA no Caribe Oriental entre 2003 e 2006. Em família, há memórias de aparições em desfiles e de encontros na sala do Senado.
Trajetória pública e serviço comunitário
A pianista manteve influência estratégica mesmo após o fim do cargo diplomático, atuando como palestrante e assessora para políticos republicanos. Hoje, a prioridade é atender aos moradores da Deerfield, especialmente aqueles em cadeira de rodas, oferecendo repertório de hinos favoritos que Mary aprende de memória.
Ao longo dos anos, Mary redescobriu no serviço musical uma forma de conexão social. Ela memoriza os hinos dos vizinhos para acompanhá-los durante as celebrações, promovendo uma prática de pertencimento e apoio mútuo entre moradores. O papel dela vai além da música: é facilitar encontros comunitários.
A família relata que a mudança de cenário político não diminuiu o impacto de Mary na comunidade. Mesmo com mobilidade reduzida e perfil político menos atuante, sua presença no piano permanece essencial para as leituras de fé e para o convívio social dos moradores.
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