- Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, é considerado o pai do pessimismo moderno e, em sua coletânea Parerga e Paralipomena, afirma que a vida oscila entre sofrimento e tédio.
- Segundo ele, não nascemos para ser felizes porque somos movidos por desejos incessantes.
- Ele criou o termo “eudemonologia” — a arte de ser feliz — e reuniu regras de felicidade, incluindo que viver feliz é viver o menos infeliz possível.
- Para Schopenhauer, a felicidade é a ausência de sofrimento, já que a felicidade plena é impossível.
- A discussão aponta uma conexão entre pensamento dele e o capitalismo, sugerindo que o dilema entre desejar e sentir tédio continua atual.
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, é citado pela ideia de que a solidão é o destino dos espíritos nobres. Segundo seus escritos, o anseio pela felicidade pode ser constante, mas a escolha pelo isolamento é vista como o menor dos males.
Nos textos reunidos na coletânea Parerga e Paralipomena, o pensador afirma que a vida oscila entre sofrimento e tédio. A reflexão parte da provocação de que a felicidade plena é inalcançável, e a maioria dos desejos permanece insatisfeita.
Para Schopenhauer, não nascemos para a felicidade absoluta. Em O Mundo como Vontade e Representação, ele sustenta que somos movidos por desejos incessantes, o que dificulta a permanência de estados duradouros de contentamento.
Contexto
O filósofo chegou a cunhar o termo eudemonologia, a arte de ser feliz, e elaborou regras de convivência com a ideia de reduzir o sofrimento. Entre essas propostas, destaca-se a noção de que viver bem seria evitar o pior estado emocional possível.
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