Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Livro de Eugene H. Peterson revela parábolas de Jesus para comunicar a verdade

Jesus usou parábolas para comunicar verdades sem confrontar com argumentos diretos, favorecendo reflexão e engajamento

Livro A verdade oblíqua (Foto: Montagem/Folha Gospel/Canva Pro)
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro A verdade oblíqua, de Eugene H. Peterson, defende que histórias têm mais impacto que argumentos diretos para comunicar verdades.
  • Peterson sustenta que Jesus usava linguagem indireta para envolver o ouvinte e evitar rejeições rápidas.
  • O próximo (Lucas 10) é apresentado como exemplo de ação prática, em vez de definir quem é o próximo.
  • O construtor de um celeiro (Lucas 12) ilustra como a história revela a ganância e a relação com o dinheiro, sem ataque direto.
  • Os irmãos perdidos (Lucas 15) termina em aberto, convidando o público a escolher entre ressentimento e acolhimento à reconciliação.

O livro A verdade oblíqua, de Eugene H. Peterson, apresenta uma leitura sobre como Jesus usava narrativas para comunicar verdades. Segundo o pastor e escritor, histórias funcionam melhor do que discursos diretos, especialmente em temas sensíveis. A obra analisa por que a linguagem indireta conquista o ouvido sem rejeição automática.

Peterson afirma que, ao longo dos séculos, Jesus evitou definições teológicas explícitas, preferindo situações que convidavam o ouvinte à autorreflexão. A estratégia não visava simplificar o conteúdo, mas reduzir a resistência à mensagem. Assim, a fé seria fortalecida quando conectada a imagens que facilitam a internalização.

A seguir, três momentos em que Jesus recorre à narrativa para provocar reflexão, sem indicar diretamente o caminho a seguir.

O próximo (Lucas 10)

Diante da pergunta sobre quem é o próximo, Jesus narra a história de um homem ferido esquecido por religiosos e socorrido por um samaritano. Ao final, a ideia central não é identificar o próximo, mas tornar-se próximo de quem precisa. A resposta sai do conceito para a prática.

O construtor de um celeiro (Lucas 12)

Ao ser questionado sobre uma disputa de herança, Jesus não age como juiz. Em vez disso, expõe a ganância por trás do pedido e conta sobre alguém que acumulou bens, mas morreu sem usufruí-los. A história induz o ouvinte a perceber que a questão envolve a relação com o dinheiro, não apenas a divisão.

Os irmãos perdidos (Lucas 15)

Diante de críticas por se associar a pessoas consideradas erradas, Jesus conta a Parábola do Filho Pródigo. O desfecho fica em aberto, com o irmão mais velho fora da celebração. A história coloca o ouvinte diante da escolha entre ressentimento e acolhimento, evidenciando que a reconciliação depende da disposição para participar.

Sobre o autor

Eugene H. Peterson (1932–2018) foi pastor, teólogo e escritor. Formou-se no Seminário Teológico de Nova York e na Johns Hopkins University. Fundou a Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, onde atuou por 29 anos, e lecionou Teologia da Espiritualidade na Faculdade Regent, no Canadá. É autor de mais de trinta obras, entre elas a famosa paráfrase da Bíblia.

Ficha Técnica

  • Título: A verdade oblíqua
  • Subtítulo: Uma conversa sobre a linguagem indireta de Jesus em suas histórias
  • Autor: Eugene H. Peterson
  • Editora: Mundo Cristão (2ª edição, 2026)
  • Onde encontrar: referências editoriais da obra.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais