- O padre Danilo César pediu desculpas públicas à família de Preta Gil durante uma missa na Paraíba, como parte de um acordo judicial entre a Diocese de Campina Grande e a família Gil.
- As falas polêmicas do padre, associando o sofrimento de Preta Gil a religiões afro‑indígenas, geraram denúncias de intolerância religiosa; o vídeo da homilia foi removido.
- O músico Gilberto Gil classificou as declarações como agressão e participou de um ato inter-religioso para promover diálogo sobre diversidade religiosa.
- Na retratação, o padre reconhece ofensa, defende a liberdade religiosa e ressalta a importância das religiões de matriz africana para a diversidade brasileira.
- O acordo prevê medidas educativas e de reparação: doação de cestas básicas, cursos sobre intolerância religiosa, eventos inter-religiosos e participação em ações junto ao Ministério Público Federal.
O padre Danilo César se retratou publicamente da família de Preta Gil após um acordo judicial. O episódio ocorreu em uma missa no interior da Paraíba e reacendeu o debate sobre intolerância religiosa no Brasil.
As falas que motivaram a denúncia foram proferidas poucos dias após a morte de Preta Gil, em 2025, associando sua dor a religiões de matriz africana. O vídeo da homilia foi removido após a repercussão nas redes.
O acordo envolveu a Diocese de Campina Grande, o padre e a família Gil, com base na Justiça Cível do Rio de Janeiro. O objetivo era promover diálogo entre crenças e reduzir o conflito religioso.
Após o acordo, Gilberto Gil participou de um ato inter-religioso para reforçar a necessidade de convivência pacífica entre diferentes crenças. O músico descreveu as falas como agressivas e destacou impactos de discursos de ódio.
Durante a Missa de Dia das Mães, o padre leu na íntegra o texto acordado, reconhecendo que suas palavras foram ofensivas e que causaram dor aos familiares. Também ressaltou a importância da liberdade religiosa para os direitos humanos.
O documento de retratação enfatizou o respeito às religiões de matriz africana como parte da diversidade cultural brasileira. O padre pediu desculpas públicas e comprometeu-se a não repetir as falas.
Além da retratação, o acordo prevê ações de educação e reparação. Estão previstas doações a uma instituição social e participação em atividades de combate à intolerância religiosa.
Entre as medidas, o padre assumiu compromissos com o Ministério Público Federal, incluindo cursos sobre tolerância religiosa e participação em eventos inter-religiosos. O caso passa a ser exemplo de convivência plural.
A repercussão do episódio reacende o debate sobre liberdade de crença e proteção a minorias religiosas no Brasil. O desfecho envolve autoridades, líderes religiosos e familiares, sem indicar conclusão para o tema.
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