- Kathleen Fontoura, de quarenta anos, saiu da Cracolândia em São Paulo após quase uma década de dependência de crack.
- Ela atribui grande parte da recuperação ao pagode gospel, que hoje sustenta e orienta pessoas em situação semelhante pelo Brasil.
- Durante o período de vulnerabilidade, Kathleen ficou grávida do filho Heitor, hoje com nove anos, e recebeu apoio da pastora Nice Garcia e da igreja que a integrou à música.
- Depois da reabilitação, fundou uma ONG de reabilitação; o projeto atua na Cracolândia oferecendo alimento, apoio e encaminhamento para resgate.
- A renda atual vem do ministério de pagode gospel e de apresentações, com parcerias em casas de reabilitação e atividades comunitárias.
Kathleen Fontoura, 40, venceu quase dez anos de dependência de crack na Cracolândia, região central de São Paulo. Hoje, a cantora usa o pagode gospel para apoiar dependentes a saírem do local. Seu projeto virou atuação profissional e ONG.
A trajetória começou na adolescência, em Fernandópolis, quando conheceu as drogas. Aos 20, retornou a São Paulo, enfrentou traumas amorosos e mergulhou no crack. Em seguida, morou no Rio de Janeiro e voltou à Cracolândia.
Durante a gravidez de Heitor, hoje com nove anos, a artista descobriu o apoio da pastora Nice Garcia. Ela passou a se reerguer com a música e entrou em uma casa de reabilitação. O nascimento do filho ocorreu sem sequelas.
O marco da transformação
No fim de 2013, uma apresentação de pagode gospel na Cracolândia a tirou daquele ciclo. A partir de então, Kathleen compôs, voltou a cantar e ganhou projeção nas redes. Surgiu o ministério de pagode gospel, que também virou fonte de renda.
Hoje, Kathleen viaja pelo Brasil em shows para igrejas, casamentos e festas. Ela mantém uma ONG de reabilitação que atua na Cracolândia e em outras comunidades, oferecendo alimento, apoio e encaminhamentos para tratamento.
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