- O Papa Leão XIV pediu abandonar narrativas divisivas e abordagens identitárias que simplificam a realidade social.
- Em Madri, ele disse que a Europa tem vocação específica nesse sentido, com a Espanha em papel central.
- O pontífice afirmou que a segurança não vem de armas e muros, e sim do diálogo e da cooperação entre os diferentes setores da sociedade.
- Citou a convivência histórica entre cristãos, muçulmanos e judeus na Península Ibérica, mencionando filósofos Averróis e Maimônides.
- Autoridades espanholas destacaram dignidade humana e legalidade internacional como base da convivência democrática; a visita segue até 12 de junho, com compromissos em Madri, Barcelona e Ilhas Canárias.
O Papa Leão XIV pediu neste sábado, em Madri, o fim de narrativas divisivas e de abordagens identitárias que, segundo ele, simplificam a realidade social e alimentam polarização. O discurso foi feito no começo da visita à Espanha.
Ele ressaltou que a Europa tem uma vocação a cumprir esse papel, com a Espanha no centro. O líder religioso disse que o continente pode oferecer ao mundo a capacidade de apreciar a diversidade sem negar a complexidade.
O Papa criticou abordagens identitárias que, na visão dele, geram fantasmas e inimigos. Em tom de convite, defendeu uma visão mais aberta da história e da vida social.
Em outro trecho, o assessor Robert Prevost afirmou que a viagem busca estimular reconciliação e cooperação entre setores da sociedade espanhola. Prevost também criticou a chamada cultura do conflito.
Segundo ele, a estabilidade nasce da cultura do encontro, não da oposição entre grupos. Previsões de paz ganham força quando não dependem de ideologias rígidas.
Prevost afirmou ainda que vem confirmar e inspirar fidelidade ao Evangelho, além de promover reconciliação entre as diversas almas da nação, com foco na cooperação.
No Palácio Real de Madrid, o Papa afirmou que segurança não vem de armas nem muros, e sim do diálogo entre pessoas. A cooperação ampliada é apontada como caminho para o progresso conjunto.
Ele mencionou a história da Península Ibérica, destacando a convivência entre cristãos, muçulmanos e judeus. Citou Averróis e Maimônides, lembrando conflitos, mas também diálogo e troca cultural.
O Papa pediu evitar palavras que humilhem e ressaltou a dignidade humana, a justiça social, o cuidado com os pobres e a promoção da paz como critérios.
Reações oficiais em Madrid
Felipe VI afirmou que dignidade humana, direitos fundamentais e legalidade internacional devem fundamentar a convivência democrática. O rei descreveu esses valores como uma aritmética da liberdade.
O monarca enfatizou a importância histórica do catolicismo na cultura espanhola, ao defender empatia e escuta num mundo saturado de informações e com avanços da IA.
O primeiro ministro Pedro Sánchez disse que a visita é oportunidade para construir pontes de diálogo, compreensão e esperança. Ele reiterou o compromisso da Espanha com convivência e dignidade humana.
Agenda da visita
O pontífice segue agenda oficial até 12 de junho. Os compromissos ocorrem em Madri, Barcelona e Ilhas Canárias, conforme divulgado pela Santa Sé.
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