- O padre Hilarion Alfeyev, bispo da Igreja Ortodoxa Russa, vai assumir a Diocese Argentina e Sul-Americana e deverá residir no Brasil, em Campina das Missões, no Rio Grande do Sul.
- A nomeação foi publicada em decreto do patriarca Kirill de Moscou no dia três de junho, e afirma que Hilarion deve morar no Brasil.
- Ele passa a chefiar a Igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, localizada em Campina das Missões, tornando-se metropolita.
- A mudança ocorre após o bispo enfrentar problemas na Europa; ele foi detido na Tchéquia no fim de maio por suposto uso de substância ilícita, mas foi liberado dois dias depois.
- A prisão teria ocorrido após denúncia anônima, com autoridades afirmando que a operação foi premeditada; o Ministério das Relações Exteriores da Rússia comentou o episódio.
O padre Hilarion Alfeyev, bispo da Igreja Ortodoxa Russa, foi designado para chefiar a Diocese Argentina e Sul-Americana e deverá residir em Campina das Missões, no Rio Grande do Sul. A decisão foi publicada em decreto no dia 3 de junho pelo patriarca Kirill de Moscou.
Segundo o comunicado, o Metropolita aposentado Hilarion deixa seus compromissos na região europeia para atuar no Brasil e na América do Sul. A nomeação o coloca como líder da Igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na cidade gaúcha, até então sediada no exterior.
A mudança ocorre após o bispo enfrentar problemas na Europa. No fim de maio, ele foi detido na República Tcheca após a polícia encontrar substância em recipientes no porta-malas do carro; ele foi liberado dois dias depois. A polícia informou que a prisão decorreu de uma denúncia anônima, motivo pelo qual o líder religioso afirmou que o material foi plantado no veículo.
Contexto recente
O metropolita vinha atuando na Tchéquia desde 2024 e deixa a região neste mês, após o episódio, para reassumir funções na Diocese Argentina e Sul-Americana. A detenção ocorreu no dia 24 de maio, com liberação posterior, e motive o entendimento de que a mudança de atuação pode ter sido influenciada por fatores institucionais não detalhados no decreto divulgado.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia comentou o caso, afirmando que a investigação foi desencadeada por denúncia anônima e questionando a natureza da operação policial. O comunicado reforça que a mudança não inclui explicações adicionais sobre as circunstâncias que levaram à decisão.
Entre na conversa da comunidade