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Historiador israelense diz que contexto judaico é essencial para ler a Bíblia

Historiador israelense afirma que, sem o contexto judaico, a leitura bíblica é incompleta, por envolver cronologia, geografia e achados arqueológicos

Ariel Horovitz. (Foto: Guiame/Marcos Corrêa).
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  • O historiador Ariel Horovitz afirma que a leitura da Bíblia fica incompleta sem entender as raízes judaicas e a história de Israel.
  • Ele diz que muitos estudiosos conhecem a Bíblia, mas desconhecem cronologia, geografia e achados arqueológicos que ampliam o entendimento do texto.
  • Segundo Horovitz, entender o contexto em que a Bíblia foi escrita é essencial, com exemplos como a moeda do Templo (prutá) que aproxima o leitor da narrativa bíblica.
  • O expert rechaça mitos sobre o povo judeu e Jesus, destacando que o cristianismo é uma evolução posterior e que não houve entrega do Jesus por parte do povo judeu.
  • Em arqueologia bíblica, ele cita uma cerâmica de dois mil e duzentos anos com versículo visível apenas no infravermelho; a organização Moriah International Center promove viagens com foco histórico e arqueológico.

O historiador e antropólogo israelense Ariel Horovitz afirma que a leitura da Bíblia fica incompleta sem o contexto histórico do povo judeu. A afirmação foi feita durante entrevista ao Guiame, publicada recentemente. Ele ressalta a importância de estudar história e arqueologia para compreender as Escrituras.

Horovitz, diretor da Moriah International Center, diz que há pouca disseminação dessa área de estudo. Segundo ele, muitos que entendem a Bíblia não dominam cronologia, geografia ou os achados arqueológicos que renovam a leitura bíblica.

Ele reforça que cristãos e não cristãos devem enxergar a Bíblia no contexto em que foi escrita. A falta desse olhar pode levar a interpretações superficiais e falhas na compreensão do texto, afirma.

Raízes judaicas do cristianismo

Para ilustrar, o historiador cita que a leitura bíblica se aprofunda ao considerar práticas e inscrições judaicas. Ele destaca que ver objetos originais, como moedas do Templo, amplia a compreensão das passagens.

Horovitz afirma que muitos leitores ainda perguntam por que Jesus realizou milagres dentro de um marco judaico específico. O estudo histórico ajuda a entender thelêmera dos símbolos e rituais da época.

Ele também comenta que a leitura conforme o século 21 pode distorcer o sentido de passagens-chave, como o milagre de Caná, que depende de tradições do judaísmo e do contexto matrimonial da época.

Avanços arqueológicos

Sobre as descobertas, o especialista menciona um artefato de 2.200 anos com inscrição visível apenas por infravermelho. Aplicar a arqueologia revela conexões entre textos sagrados e objetos materiais.

A Moriah International Center, criada há 15 anos em Jerusalém, promove viagens com foco em história, sociologia, arqueologia e ciência bíblicos. A orientação é de historiadores e arqueólogos.

Horovitz destaca que visitas ao santuário do Livro e aos Manuscritos do Mar Morto proporcionam compreensão aprofundada, com guias especializados e curadores dos manuscritos.

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