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Corrida de rua se torna fenômeno social no Brasil com 13 milhões de praticantes

- A corrida de rua no Brasil cresceu para 13 milhões de praticantes pós-pandemia. - Pesquisa "Por dentro do Corre" revela que 71% começaram a correr após 2021. - Saúde mental é a principal motivação, com 60% buscando melhorar a condição física. - Sudeste concentra 51% dos corredores, com diversidade étnica e de classe social. - Raphaela Gonzales exemplifica a nova abordagem da corrida, focando em bem-estar.

A corrida de rua no Brasil se transformou em um fenômeno cultural e social, com 13 milhões de praticantes conforme levantamento da consultoria Box 1824, encomendado pela Olympikus. O crescimento, impulsionado pelas redes sociais, reflete-se não apenas nas ruas, mas também no mercado esportivo, onde a jornada dos corredores se torna conteúdo frequente. Luísa Bettio, […]

A corrida de rua no Brasil se transformou em um fenômeno cultural e social, com 13 milhões de praticantes conforme levantamento da consultoria Box 1824, encomendado pela Olympikus. O crescimento, impulsionado pelas redes sociais, reflete-se não apenas nas ruas, mas também no mercado esportivo, onde a jornada dos corredores se torna conteúdo frequente. Luísa Bettio, diretora da Box 1824, destaca o “efeito TikTok”, que democratizou a corrida, mostrando que qualquer pessoa pode participar, independentemente de sua condição física.

A pesquisa revela que 23% dos corredores já participaram de competições, indicando um potencial de crescimento no setor. Os corredores brasileiros, que correm em média 9,2 km por semana, são majoritariamente homens (58%) e têm entre 25 e 45 anos (46%). A corrida, que ganhou força durante a pandemia, é vista como uma forma de cuidar da saúde física e mental, com 60% dos entrevistados buscando melhorar a condição física e 47% preocupados com a saúde mental.

Os grupos de corrida, muitos formados nas redes sociais, têm se espalhado pelo país, promovendo socialização. A Olympikus, ao repensar sua estratégia de patrocínio, busca se conectar com essa nova geração de corredores, que valoriza experiências e encontros. Márcio Callage, CMO da Vulcabras, afirma que as corridas celebrativas são uma forma de aproximar as pessoas, destacando que a corrida é acessível a todos, não apenas a atletas de elite.

Raphaela Gonzales, uma corredora de 30 anos, exemplifica essa nova relação com o esporte. Após um ano de treinos, ela já completou 14 provas e encontrou na corrida uma forma de equilibrar sua saúde mental. A pesquisa mostra que 71% dos novos corredores começaram a praticar após 2021, com um foco crescente na saúde mental e na socialização, refletindo uma mudança de paradigma no mundo da corrida.

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