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Receitas do esporte feminino elite devem ultrapassar R$ 2,35 bilhões em 2024, aponta Deloitte

- A Deloitte prevê receitas recordes de $2,35 bilhões para esportes femininos em 2024. - Apesar do crescimento, a média salarial das jogadoras de futebol é de apenas $10,900. - Disparidades salariais persistem, com clubes pagando acima de $50,000 distorcendo a média. - Benefícios não financeiros, como saúde e moradia, são mais comuns em clubes que pagam mais. - Especialistas alertam que investimentos estratégicos são essenciais para o futuro do esporte feminino.

As receitas do esporte feminino de elite devem alcançar um recorde de R$ 2,35 bilhões em 2024, segundo a Deloitte, mais que o triplo do tamanho do mercado em 2022. O relatório da consultoria, divulgado esta semana, destaca 2024 como um “ano histórico para o esporte feminino”, superando as expectativas iniciais. Entre os principais eventos […]

As receitas do esporte feminino de elite devem alcançar um recorde de R$ 2,35 bilhões em 2024, segundo a Deloitte, mais que o triplo do tamanho do mercado em 2022. O relatório da consultoria, divulgado esta semana, destaca 2024 como um “ano histórico para o esporte feminino”, superando as expectativas iniciais. Entre os principais eventos do último ano, destacam-se as mulheres olímpicas nos Jogos de Paris, que geraram mais de 50% do engajamento nas redes sociais, apesar de competirem menos que os homens, e a WNBA, que firmou um novo contrato de transmissão em meio a um aumento recorde de interesse.

O relatório também aponta que, embora o basquete e o futebol continuem a ser os esportes que mais geram receita, com 44% e 35%, respectivamente, as disparidades entre os esportes e dentro das ligas ainda persistem. A América do Norte lidera o mercado global com 59%, seguida pela Europa com 18%. A média salarial das jogadoras de futebol feminino é de R$ 10.900 ao ano, mas esse número é distorcido por clubes que pagam salários superiores a R$ 50.000. Muitas jogadoras, portanto, recebem bem menos do que a média.

Além das questões salariais, o relatório da FIFA revelou que clubes que pagam mais de R$ 5.000 são mais propensos a oferecer benefícios não financeiros, como seguro de saúde e moradia. Clubes de ligas classificadas como “aspirantes” e “emergentes” têm menos chances de oferecer contratos de longa duração. A pesquisa também indicou que salários mais altos estão relacionados a melhores desempenhos em campo.

Jennifer Haskel, da Deloitte, afirmou que, apesar dos sinais positivos, ainda há muito a ser feito. “O esporte feminino está reescrevendo as regras e desafiando normas tradicionais”, disse Haskel. Ela enfatizou a necessidade de investimentos estratégicos para criar um ambiente profissional e engajador para as próximas gerações, além de implementar estruturas adequadas e um plano claro de investimento para o futuro do setor.

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