O futebol feminino no Brasil terá uma nova fase em 2027, com o Brasileirão A1 passando a ter 20 clubes, quatro a mais do que agora. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um aumento de 20% no investimento, mas ainda existem preocupações sobre a qualidade técnica e a infraestrutura das equipes. A diferença de nível entre os times é grande, com muitos jogos terminando em goleadas. Por exemplo, nas primeiras rodadas da atual edição, foram marcados 158 gols, com uma média de 3,3 gols por partida, enquanto a média do campeonato masculino é de 2,3. A comentarista Amanda Viana destaca que as goleadas são resultado da desigualdade entre as equipes. O Instituto 3B, de Manaus, tem enfrentado dificuldades financeiras e já perdeu várias partidas. Desde 2019, muitos clubes deixaram de existir por problemas financeiros, enquanto outros, como Bahia e Sport, conseguiram se recuperar. A ex-jogadora Alline Calandrini alerta que times sem experiência na A1 podem sofrer muito. Ela sugere que é importante melhorar as divisões inferiores antes de expandir a primeira divisão. A CBF, que aumentou o investimento para 25 milhões de reais em 2024, ainda não comentou sobre os efeitos da expansão. O futuro do futebol feminino no Brasil depende de ações que ajudem a equilibrar a competição e garantir um crescimento saudável.
O futebol feminino no Brasil ganhará destaque em 2027 com a primeira edição do Brasileirão A1 contando com 20 clubes, quatro a mais do que atualmente. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um aumento de 20% no investimento, mas a qualidade técnica e a infraestrutura permanecem preocupações.
A expansão do campeonato levanta questões sobre se a estrutura dos clubes conseguirá acompanhar esse crescimento. Nas seis primeiras rodadas da edição atual, foram marcados 158 gols, com uma média de 3,3 por partida. Em comparação, a média do Brasileiro masculino é de 2,3. Essa diferença revela um abismo entre as equipes que disputam o título e aquelas que lutam contra o rebaixamento, com 10% das partidas terminando com vitórias por quatro ou mais gols de diferença.
Desigualdade e Desafios
A comentarista Amanda Viana aponta que o nível competitivo do Brasileirão ainda é considerado baixo. “Muitas goleadas acontecem por conta da disparidade de estrutura e elenco”, afirma. O Instituto 3B, de Manaus, enfrenta dificuldades, com seis derrotas e um saldo de -25 gols. O presidente do clube, Bosco Brasil Bindá, reconhece as limitações financeiras e logísticas, mas mantém a meta de permanecer na elite.
Desde 2019, várias equipes deixaram de existir devido ao desequilíbrio financeiro. Clubes como Audax-SP e Esmac-PA enfrentaram dificuldades e encerraram suas atividades. Por outro lado, equipes com melhor estrutura, como o Bahia e o Sport, conseguiram se reerguer após rebaixamentos.
Futuro do Campeonato
A expansão para 20 clubes gera preocupações sobre o aumento das disparidades. A ex-jogadora Alline Calandrini destaca que times sem experiência na A1 tendem a sofrer goleadas. Para ela, é essencial fortalecer tanto a Série A1 quanto a A2 antes de avançar. Amanda Viana sugere que o modelo da liga feminina da Inglaterra poderia servir como referência, com melhorias na infraestrutura e atração de grandes nomes.
A CBF, que aumentou o investimento no Brasileiro feminino para R$ 25 milhões em 2024, ainda não se manifestou sobre os impactos da expansão. O futuro do futebol feminino no Brasil dependerá de ações concretas para equilibrar a competição e garantir um crescimento sustentável.
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