Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Atletas LGBTQ+ rompem barreiras e ganham visibilidade no esporte na América Latina

Atletas como Orlando Cruz e Víctor Gutiérrez lutam por visibilidade LGBTQ+ no esporte, enfrentando preconceitos e buscando apoio institucional.

0:00
Carregando...
0:00

Orlando Cruz e Víctor Gutiérrez são atletas que se destacaram ao se assumirem como gays em esportes que costumam ser muito masculinos. Cruz, um boxeador de Porto Rico, fez isso em 2012, quando estava em alta na carreira, e se tornou um símbolo da comunidade LGBTQ+ na América Latina. Gutiérrez, um jogador de polo aquático da Espanha, também se assumiu em 2016 e agora é um político que defende os direitos LGBTQ+. Ambos enfrentaram desafios, como o medo e a rejeição, especialmente durante a adolescência, quando tentaram se encaixar em padrões de masculinidade. Estudos mostram que muitos atletas que se assumem recebem apoio, mas ainda há muito preconceito. Gutiérrez e Cruz falam sobre a importância de ter modelos positivos e de apoio institucional para que mais atletas possam se sentir seguros para se assumir. Eles ressaltam que a mudança precisa vir de clubes e federações, não apenas dos atletas. Apesar dos avanços, ainda há violência e discriminação contra a comunidade LGBTQ+, e muitos atletas ainda hesitam em se assumir por medo de perder suas carreiras.

Orlando Cruz e Víctor Gutiérrez, atletas que se assumiram como gays em esportes tradicionalmente masculinos, compartilham suas experiências sobre a luta por visibilidade LGBTQ+ no esporte. Ambos enfrentaram desafios significativos relacionados à aceitação e preconceito.

Cruz, ex-boxeador e medalhista olímpico, fez sua declaração em dois mil e doze, tornando-se um símbolo da comunidade LGBTQ+ na América Latina. Ele afirmou: “Vivi uma mentira por anos, uma vida que não me pertencia.” Gutiérrez, jogador de polo aquático, seguiu um caminho semelhante ao se assumir em dois mil e dezesseis, buscando ser um modelo para outros. “Queria ser para alguém o que ninguém foi para mim,” disse ele.

Ambos destacam a necessidade de apoio institucional e a criação de novos modelos de masculinidade. A socióloga Anna Vilanova aponta que muitos atletas enfrentam um ambiente de “masculinidade hegemônica”, que dificulta a aceitação da diversidade sexual. Gutiérrez relembra que, durante sua adolescência, sentiu “muito medo” e “auto-rejeição” devido a estigmas sociais.

A visibilidade LGBTQ+ no esporte ainda é limitada, especialmente em modalidades como o futebol masculino. Dados de dois mil e vinte e quatro indicam que 68,6% dos crimes de ódio na Espanha estão relacionados à orientação sexual. Gutiérrez e Cruz, no entanto, relataram reações positivas após suas declarações, desafiando a expectativa de rejeição.

José María River, fundador do primeiro time de futebol LGBTQ+ da Espanha, enfrentou exclusão após se assumir. “Foi um golpe duro, porque a vida muda completamente,” lamentou. Ele critica a falta de apoio de instituições esportivas, que muitas vezes recuam em suas promessas de inclusão.

Cruz e Gutiérrez concordam que a mudança deve vir de dentro das instituições. “É preciso que as federações e clubes apoiem os atletas,” enfatiza Gutiérrez. A luta por um ambiente mais inclusivo continua, com a esperança de que mais atletas se sintam seguros para se assumir.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais