Jogadoras do União de Natal-RN, Lara Barbieri e Fernanda Marques, registraram um Boletim de Ocorrência contra a treinadora e dona do clube, Tereza Walessa, por más condições de trabalho. Elas relataram que o alojamento prometido era diferente do que receberam, com problemas como chuveiro sem água quente, alimentação insuficiente e câmeras de segurança voltadas para dentro da casa. As atletas também mencionaram pressão psicológica e ameaças de demissão. Walessa nega as acusações e afirma que tomará medidas legais. As jogadoras disseram que a comida era escassa e que não havia cozinheira, enquanto Walessa alegou que o clube tinha parcerias para garantir a alimentação. Além disso, as atletas relataram que eram obrigadas a participar de orações diárias, mesmo não compartilhando da mesma fé. Walessa, por sua vez, defendeu sua religiosidade e afirmou que a segurança das jogadoras era a razão para as câmeras no alojamento. A situação levou as jogadoras a procurar a Justiça do Trabalho, mas até o momento, não receberam a passagem prometida para voltar para casa.
Jogadoras do União de Natal-RN, que disputam a Série A3 do Campeonato Brasileiro Feminino, registraram um Boletim de Ocorrência contra a treinadora e proprietária do clube, Tereza Walessa da Silva, por más condições de trabalho. As atletas relataram alojamento precário, alimentação insuficiente e ameaças de demissão.
As jogadoras Lara Barbieri e Fernanda Marques destacaram que o alojamento não correspondia ao prometido durante a contratação. Elas mencionaram a presença de câmeras voltadas para os dormitórios, chuveiro sem água quente e a necessidade de desentupir os banheiros. “A situação é precária”, afirmou Lara. As atletas também relataram que a alimentação era limitada a itens básicos, como arroz e feijão, e que a cozinheira prometida nunca apareceu.
Tereza Walessa nega as acusações e afirma que tomará medidas legais. Ela declarou que o alojamento está em reforma e que a falta de ar-condicionado é comum na região. “Nunca prometi a elas que teríamos ar-condicionado para agora”, disse. Além disso, Walessa mencionou que as jogadoras não ficaram sem alimentação, alegando que o clube possui parcerias para garantir os alimentos.
As jogadoras também relataram que eram obrigadas a participar de práticas religiosas, mesmo não compartilhando da mesma fé. Elas recebiam áudios de oração diariamente e eram pressionadas a participar de cultos. Walessa, por sua vez, afirmou que sua religiosidade não deve ser vista como intolerância.
A Federação Potiguar informou que as jogadoras foram orientadas a procurar a Justiça do Trabalho ou a Justiça Comum, já que não há registros formais sobre o caso na entidade. Até o momento, as atletas não receberam a passagem prometida para retornar para casa.
Entre na conversa da comunidade